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1.6.10

DEPRESSÃO E OUTRAS DOENÇAS MENTAIS

Já aqui escrevi sobre o estigma associado às perturbações do foro psicológico. Infelizmente, falar-se sobre doenças físicas é muito diferente de falar-se sobre doenças mentais e os tabus, os estereótipos e os preconceitos começam precisamente nesta rotulagem. A denominação “doença mental” está associada a uma perspectiva depreciativa, em que o doente é visto como “anormal”, “incapaz” ou, pior, “maluco”.

Sendo a depressão uma perturbação que atinge uma larga fatia da população, continua a ser subdiagnosticada e subtratada, muito por culpa destes preconceitos. A depressão é uma doença mental que pode ser altamente incapacitante e que, nalguns casos, é tão intensa que pode desencadear a ideação suicida. No entanto, e ao contrário do que acontece em perturbações crónicas mais severas como a esquizofrenia ou a perturbação bipolar, nestes casos não existem alucinações nem outros sintomas que impeçam o doente de conviver em sociedade de modo funcional. De um modo geral, a pessoa deprimida não perde a noção da realidade.

Como também tenho referido algumas vezes, existem diferentes formas de depressão – distimia, depressão reactiva, depressão pós-parto, depressão atípica, depressão grave… - também em função da intensidade dos sintomas, mas só em casos raros, normalmente associados a episódios psicóticos, é que podem surgir alucinações visuais ou auditivas.

Quer numa situação clínica de depressão leve, quer no caso de uma depressão grave, os sintomas podem e devem ser controlados através de medicação e/ou psicoterapia. Sendo a combinação de medicação antidepressiva com psicoterapia de base cognitivo-comportamental uma forma altamente eficaz no tratamento dos transtornos depressivos, existem outros modelos psicoterapêuticos que podem ser igualmente úteis. A terapia conjugal e familiar também pode ser importante, já que esta é uma perturbação que acaba por condicionar (muito) as relações afectivas do doente. Não raras vezes, o cônjuge da pessoa deprimida sente-se incapaz de compreender e gerir todas as consequências da doença, acabando por deprimir-se também.
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