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28.4.15

3 PASSOS PARA SER MAIS FELIZ NO AMOR


Por um lado, desejamos (quase) todos um amor para toda a vida. Por outro, desesperamos com as estatísticas dos divórcios (70 por cada 100 casamentos). Será que os casamentos felizes e duradouros só estão ao alcance de alguns sortudos?

O meu trabalho como terapeuta de casais é muito mais do que a resolução de problemas. Na verdade, quando olho para um casal em dificuldades procuro focar-me naquilo que caracteriza os casais felizes. O que é que eles têm e que falta aos casais em crise? As investigações nesta área têm sido claras:


1. CONHECER BEM A PESSOA QUE ESTÁ AO NOSSO LADO.

Quase todos os casais que me procuram estão convencidos de que se conhecem bem... Até serem confrontados com algumas perguntas específicas. Então, começam a dar-se conta de que há questões para as quais a resposta tende a ser “Não sei… Nunca tinha pensado nisso”. Pelo contrário, os casais felizes mostram um elevado conhecimento mútuo. Eles assumem uma constante postura de curiosidade mútua, que lhes permite manterem-se a par dos interesses, dos sonhos, das conquistas e das frustrações de cada um. Sabem como agradar (porque se conhecem bem). Sabem o que oferecer nas datas especiais (porque se conhecem bem). Sabem o que é que pode magoar (porque se conhecem bem).

2. ESTAR “LÁ” PARA ELA.

Ao longo do dia cada um de nós faz vários apelos à pessoa de quem gosta. Fazemo-lo instintivamente, sempre à espera que ele(a) preste atenção e responda carinhosamente. Fazemo-lo quando, à chegada a casa, dizemos “Nem imaginas o que me aconteceu hoje no trabalho…”, à espera que o mais-que-tudo desvie os olhos do iPhone “só” para nos ouvir com atenção. Ou quando, no meio do supermercado, perguntamos “Será que ainda há lá arroz?”. Neste caso, se a pessoa de quem gostamos se limitar a encolher os ombros numa atitude que está mais para “Quero lá saber” do que para “És importante para mim”, sentimo-nos ignorados.

Estar “lá” para a pessoa amada não é dizer sim a tudo o que ela peça. Não é ceder a todos os caprichos. É prestar atenção. É estar disponível.

Há 3 formas de gerir os apelos do mais-que-tudo:

Estando “lá”.
Ignorando (silêncio, encolher os ombros).
Desprezando (revirar os olhos, gritar, responder de forma agressiva).



3. MOSTRAR ADMIRAÇÃO

Já reparou na forma como uma pessoa que se tenha apaixonado há pouco tempo fala da pessoa de quem gosta? São só elogios. Elogios à forma física (mesmo que não se trate de nenhum Top Model). Elogios à sua inteligência (mesmo que não se trate de nenhum Prémio Nobel). Quando nos apaixonamos focamo-nos no que a pessoa tem de melhor. Claro que, com o tempo, apercebemo-nos de que ele(a) também tem defeitos (quem é que não tem?).

Os casais felizes conhecem bem os defeitos de cada um. Mas escolhem continuar focados nas qualidades. Sentem-se gratos e mostram a admiração que sentem. Isso não significa que “fechem os olhos” aos erros, às falhas e aos defeitos. Eles conhecem-se bem, lembra-se?


Quando uma pessoa se casa, “escolhe” um determinado conjunto de defeitos. E aprende a viver com eles. Os casais felizes também discutem. Também se zangam. Mas dão muito mais importância ao que cada um tem de melhor.

27.4.15

O CASO DA PROFESSORA ACUSADA DE SE ENVOLVER COM UM ALUNO DE 14 ANOS E A PROIBIÇÃO DE CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS A MENORES DE 16 ANOS NO "AGORA NÓS"

Hoje voltei ao programa AGORA NÓS, na RTP1, para comentar dois temas da atualidade nacional:

- O caso da professora que foi acusada de se ter envolvido
 romanticamente com um aluno de 14 anos.

- A proibição de consumo de bebidas alcoólicas
a menores de 16 anos.

Aqui está o vídeo com os meus comentários:


16.4.15

COMO MELHORAR A SUA VIDA SEXUAL


Que importância tem o sexo numa relação? Será que é possível ter uma relação feliz e duradoura sem sexo? E o que é que é preciso fazer para melhorar a vida sexual? Se olharmos para as capas de algumas revistas, as respostas parecem óbvias. A quantidade de artigos sobre sexo parece indicar que esta é a área mais importante da vida de um casal. Mais: na maior parte das vezes aquilo que nos é transmitido é que é fundamental “apimentar” a relação, sob pena de as coisas desmoronarem. É como se a ameaça da infidelidade e do divórcio tivesse de ser combatida com a constante inovação na intimidade sexual. Mas será que é mesmo assim? Será que uma relação só está segura se estivermos constantemente disponíveis para experimentar novas posições e acessórios? Será que um homem ou uma mulher devem mostrar-se disponíveis para o sexo mesmo quando não estão para aí virados?

Trabalho com casais há 15 anos e, em função disso, há algumas conclusões que me parece importante partilhar:

  • Os casais que estão felizes e que têm uma vida sexual preenchida NÃO atribuem a sua satisfação às sugestões da comunicação social. Leu um artigo que recomendava que você e o seu companheiro experimentassem fazer amor em cima da máquina de lavar na altura da centrifugação? Experimente… se quiser rir um bocado (ou arranjar uma lesão qualquer).


  • O sexo é MUITO importante numa relação. Sexo é prazer, sim. Mas também é ligação. Quanto mais nos sentirmos ligados à pessoa de quem gostamos, mais sexo queremos ter. Isso não significa que os membros do casal estejam SEMPRE em sintonia. Não estão.


  • Para que nos sintamos satisfeitos sexualmente, é preciso que consigamos construir uma conexão emocional. Precisamos de sentir que a pessoa que está ao nosso lado se preocupa com aquilo que sentimos, que dá importância às nossas necessidades afetivas.




  • Os casais que se mostram mais atentos aos sentimentos de cada um, que se expõem emocionalmente e que se mostram mutuamente disponíveis têm mais e melhor sexo do que o resto das pessoas.


  • Ao contrário do que acontece nas telenovelas e nos filmes, a maior parte dos casais passam por períodos de desconexão e de menor frequência sexual. Há períodos de maior cansaço. Há alturas em que um se sente fisicamente doente. Os casais felizes e sexualmente satisfeitos falam abertamente sobre isso.


  • A vida sexual dos casais felizes NÃO é uma sinfonia em que ambos atinjam SEMPRE o orgasmo (e em simultâneo). Às vezes o sexo é fogo e a mera busca do orgasmo. Noutras vezes há mais tempo para as carícias e para explorar a sensibilidade de cada um.


  • A maior parte dos problemas no sexo são, na verdade, problemas de comunicação. Quando pelo menos um dos membros do casal não se sente seguro (não tem a certeza de que o outro esteja realmente “lá” para si), é muito mais provável que haja mau sexo.


  • Quando tudo corre mal e a relação deixa de estar segura os homens tendem a atribuir ainda maior importância ao sexo, como se essa fosse a grande prova de amor que os faz sentir seguros. As mulheres, pelo contrário, sentem muito mais dificuldade em entregar-se de um ponto de vista sexual quando não se sentem seguras emocionalmente.



  • Para ter bom sexo é preciso estar disponível para FALAR sobre aquilo de que cada um gosta e sobre aquilo de que cada um não gosta. Os casais mais felizes falam sobre as suas fantasias e às vezes colocam-nas em prática. Mas isso não significa que, para que um sinta prazer, o outro tenha de se sujeitar a tudo.

14.4.15

SENSAÇÃO DE PÂNICO COM O FIM DA RELAÇÃO


Deito-me com o coração aos pulos. Ando demasiado acelerada para conseguir dormir. Sinto dores de estômago e suores frios. Ao mesmo tempo, digo a mim mesma “Esquece! Concentra-te em ti mesma. Ele não pode ter tanto poder sobre ti.”. Mas a verdade é que já passou algum tempo desde que ele me disse que queria separar-se e eu continuo um caco… E isto é só a parte física. Mentalmente é como se estivesse a enlouquecer. Sinto raiva e medo ao mesmo tempo. Tenho vontade de gritar com ele e choro compulsivamente. Não há nada que me anime. Não há mensagens de motivação que me acalmem. Todos me dizem que vai passar mas é como se o meu cérebro não estivesse a ser capaz de processar essa mensagem.

Reconhece-se nesta descrição? Saiba que não está sozinho(a). Estas sensações são muito mais “normais” do que você possa imaginar.


É essa sensação que toma conta de nós quando uma relação acaba sem que estivéssemos à espera. E também é essa a sensação por que podemos passar quando enfrentamos discussões acesas com a pessoa amada. Independentemente das características de cada um, há algo que nos une: esta necessidade de nos ligarmos a outras pessoas. Dependemos emocionalmente das pessoas que amamos, em particular da pessoa que escolhemos para viver ao nosso lado, e quando algo corre mal, sentimo-nos ameaçados.

Quando você discute com a pessoa que ama e ela dá sinais de que “não quer saber” do que você está a sentir, o seu corpo reage: você sente-se tenso, confuso, irritado. A rejeição deixa-o acelerado e com a clara sensação de pânico.

Isso acontece porque o nosso cérebro processa aquela discussão (ou a rutura) como uma ameaça.



Não me canso de dizer que o fim de uma relação é um acontecimento de extrema dor, só ultrapassado pela perda física de alguém próximo. Quando a pessoa a quem nos sentimos ligados vai embora (ou dá sinais de que o possa fazer), sentimos que as nossas necessidades afetivas estão ameaçadas e é possível que atuemos de forma instintiva, permitindo que as emoções tomem conta de nós. Isso é assustador. Parece que o mundo vai acabar. Sentimo-nos a enlouquecer.

Mas a ciência mostra que não há nada de anormal nesta reação. A quebra de uma ligação tão intensa como aquela que se espera que exista numa relação amorosa é avassaladora, sim. Mas há (sempre) boas notícias:

  • A primeira é que ninguém está realmente sozinho neste processo. A pessoa que se sente em pânico com o fim da sua relação pode achar que é a única no mundo a passar por tamanha dor. Pode achar que ninguém a compreende. Mas a verdade é que estas sensações são comuns a outras pessoas em todo o mundo. E há um efeito tranquilizador associado à certeza de que aquilo que sentimos É NORMAL.
  • Ainda que soe a cliché, a segunda boa notícia também pode ter um efeito calmante: VAI PASSAR. A sensação de pânico é real e assustadora mas o tempo ajuda quase sempre a atenuar a dor. E, mais cedo ou mais tarde, a pessoa acaba por ultrapassar este momento difícil. Acaba por aceitar que o sofrimento faz parte e que, gradualmente, é possível voltar a sonhar.
  • Mesmo quando o tempo passa e o sofrimento teima em não abrandar, é possível fazer alguma coisa. Algumas pessoas sentem maior dificuldade em gerir as suas emoções. O tempo vai passando e elas continuam a sentir-se perdidas, tristes e zangadas. Os amigos já não conseguem ouvi-las falar do ex. A família alargada acha que é tempo de seguir em frente. Mas a tarefa parece impossível. Estas dificuldades também SÃO NORMAIS e podem ser enfrentadas através da terapia. Aceitar o próprio sofrimento e querer fazer alguma coisa para o superar é meio caminho para que isso aconteça. Às vezes envolve mais tempo e a procura de ajuda especializada.


10.4.15

HOMEM MATA FILHO DE 6 MESES

Hoje voltei ao programa AGORA NÓS, na RTP1, para falar sobre a notícia que está a chocar o país: o caso do homem que matou o filho de 6 meses.

Aqui está o vídeo com os meus comentários:


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