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12.12.17

O QUE FAZER PARA QUE UMA RELAÇÃO SOBREVIVA AO NASCIMENTO DO PRIMEIRO FILHO? [VÍDEO]

O nascimento do primeiro filho tem tanto de maravilhoso quanto de turbulento e nem sempre é fácil continuar a alimentar a relação conjugal.

O que é que cada um pode fazer para que
-entre fraldas e choros -
a relação sobreviva?

11.12.17

O NATAL DOS PAIS SEPARADOS


Ninguém está preparado para viver o Natal longe dos filhos mas esta é a (dura) realidade de muitos pais e mães. Se a “época mais bonita do ano” já é, muitas vezes, uma fonte de stress, imagine-se como é lidar com as emoções (e os conflitos) associados a todas as decisões que é preciso tomar depois da separação.

Hoje partilho algumas sugestões que espero que possam ajudar a transformar o Natal num conjunto de memórias positivas:

1- FOQUE-SE NO ESSENCIAL:
O BEM-ESTAR DAS CRIANÇAS

Não há volta a dar: por mais angustiado que se sinta, é fundamental que se lembre que as crianças são naturalmente mais vulneráveis do que os adultos. Tem o direito de estar triste mas nunca se esqueça de que as decisões que tomar podem ajudar a transformar o Natal dos seus filhos numa experiência positiva. Fazer o que estiver ao seu alcance para os ajudar a estarem tranquilos – seja onde for – ajudá-lo-á a sentir-se bem consigo mesmo.

2- PRESTE (MUITA) ATENÇÃO ÀS NECESSIDADES DOS SEUS FILHOS

Alguns pais e mães optam por estar com as crianças em anos alternados, o que implica que haja muitos adultos que tenham de passar esta quadra sem os filhos. Noutros casos, a divisão é menos “drástica” e as crianças acabam por passar o dia 24 com um e o dia 25 com o outro. Seja qual for o formato escolhido, é fundamental que os adultos assumam aquilo a que eu chamo de uma postura de curiosidade gentil em relação às crianças.



Preste menos atenção ao formato escolhido por outras famílias e tente conhecer as verdadeiras necessidades das suas crianças.

3- PLANEIE COM ANTECEDÊNCIA

Se este ano é o seu ano sem filhos ou se estiver sem eles durante uma parte da quadra, procure planear com antecedência aquilo que vai fazer durante esse período. Se se tratar do primeiro ano, é natural que seja particularmente doloroso. Não fuja à sua dor nem finja que está tudo 100 por cento bem. Assuma a sua tristeza – mesmo com as crianças – e faça as escolhas que lhe permitam lidar com ela. É natural que deseje “hibernar” durante alguns dias e isolar-se de todos MAS isso pode implicar que a tristeza se intensifique. Não há nada pior para alimentar um estado depressivo do que o isolamento. Contrarie a vontade de estar sozinho e faça planos com familiares e amigos. Comprometa-se e encare estes rituais como uma forma de lidar com a nova realidade.

4- CRIE NOVAS TRADIÇÕES

É possível que se sinta triste por já não poder colocar em prática todas as tradições que existiam antes da separação. Centre-se nas memórias que é possível proporcionar aos seus filhos. Talvez possam alargar o período festivo até ao fim de semana seguinte e juntar a família de novo; talvez seja viável criar o ritual de trocar “selfies” natalícias. O que importa é que se foque naquilo que está ao seu alcance no sentido de os seus filhos se sentirem genuinamente tranquilos e felizes.

5- EVITE OS CONFLITOS

É natural que haja (muita) tensão e, mesmo que haja boa vontade dos dois lados, é fácil criar discussões a propósito de atrasos, falhas de comunicação ou dificuldade em cumprir com o que fora acordado. Se se focar na possibilidade de transformar cada Natal numa experiência positiva para os seus filhos, ser-lhe-á mais fácil evitar o confronto com o seu Ex na presença das crianças. Procure definir os termos do acordo por mensagem ou por e-mail e faça o que estiver ao seu alcance para promover a paz. Não é preciso ser amigo do seu ex-companheiro. Aquilo que é preciso é evitar que as crianças sofram.

É muito fácil entristecer-se por já não ser possível manter todos os rituais que, na sua memória afetiva, estão associados a um Natal “perfeito”. Lembre-se de que para os seus filhos o que importa não é ter um Natal perfeito mas sim ter um Natal especial, à medida da realidade familiar. O que é que está ao seu alcance para os ajudar a transformar cada Natal num conjunto de memórias especiais?

29.11.17

LIDAR COM A CRÍTICA


Quando alguém o critica, como é que reage? Contra-ataca, independentemente de se tratar de um comentário justo? Fica paralisado, sem reação? Justifica-se? Reage sempre da mesma maneira ou há circunstâncias em que é mais fácil que o nervosismo tome conta de si?
A crítica faz parte da vida de todos nós. Em contexto familiar, profissional ou nas ligações de amizade, todos nós fomos e vamos continuar a ser criticados (e a criticar). Mas o facto de sabermos disso não retira a negatividade que lhe está associada e, para algumas pessoas, a crítica pode ser mesmo muito difícil de gerir. Dependendo dos níveis de autoestima, pode ser mais fácil ou mais difícil lidar com as situações em que o nosso comportamento seja alvo de um juízo de valor.
Quanto maior for a nossa autoestima, maior será a nossa capacidade para lidar coma crítica – seja ela justa ou não.
Mas até as pessoas mais seguras podem dar por si presas a um ou outro comentário, como se se tratasse de uma condenação. Quantas vezes deu por si a sentir-se exausto no final do dia sem que esse cansaço pudesse ser atribuído ao número de tarefas que concretizou ou ao número de horas de sono? A verdade é que quando permitimos que o nosso pensamento gire à volta de uma crítica é mais provável que enveredemos por círculos viciosos em que procuramos “provar” que somos suficientemente bons.

O medo de sermos julgados pode fazer com que olhemos para as críticas – mesmo que sejam justas – como condenações. É como se a crítica fosse uma forma de alguém nos dizer que não prestamos. Quando isso acontece, ou contra-atacamos, ou entramos em modo fuga.
- Mas será que tem de ser sempre assim? –
Nenhum de nós controla aquilo que os outros dizem a nosso respeito. Mas está ao nosso alcance controlar o impacto de cada crítica.
Antes de mais, importa que aprendamos a diferenciar a crítica construtiva e justa de todas as formas de abuso. Podemos – e devemos – ser os primeiros a respeitar-nos. Se alguém fizer uma crítica inapropriada (ou se fizer uma crítica justa DE FORMA incorreta), vamos sempre a tempo de dizer «Para! Não posso permitir que me desrespeites desta forma». Não é fácil. Não é mesmo nada fácil sair da zona de conforto, enfrentar os nossos “demónios” e experimentar uma postura assertiva. Mas compensa. À medida que treinamos a assertividade, vamo-nos sentindo mais livres, mais capazes, mais seguros.
E quando a crítica surge SEMPRE de forma abusiva? E quando o interlocutor insiste em desrespeitar-nos, independentemente das tentativas para impor o respeito? Sempre que possível, é importante que reconheçamos as limitações da outra pessoa e nos afastemos. Nenhuma relação tóxica acrescenta bem-estar à nossa vida.
Em compensação, há críticas que magoam mas que sabemos que são justas. Não são ataques pessoais, não são fruto de qualquer maldade. São uma apreciação negativa do nosso comportamento – pode ser em função de um fracasso profissional ou porque simplesmente não fomos capazes de ir ao encontro das expectativas de alguém de quem gostamos. Como podemos lidar com estas críticas sem que nos afundemos numa tristeza sem fim?
Se é verdade que as críticas abusivas revelam as limitações de quem critica, os juízos de valor justos revelam as limitações de quem é criticado. Prestarmos atenção às nossas falhas e imperfeições é potencialmente doloroso, sim, mas está muito longe de equivaler a uma condenação.

Quando validamos uma crítica dizendo «É justo» ou «Tens razão» não estamos a baixar a cabeça. Pelo contrário, estamos a assumir as rédeas da nossa vida, do nosso comportamento. Em vez de fugirmos, de enterrarmos a cabeça com medo, afugentamos fantasmas, olhamos para os erros e… crescemos. Assumir os erros, reparar neles, é o primeiro passo para que possamos mudar para melhor. Quando escolhemos fazê-lo, damo-nos conta de que a nossa autoestima é proporcional à energia que depositarmos na tarefa de emendar as nossas falhas.
Ao contrário do que acontece quando entramos em “modo fuga”, quando prestamos atenção às críticas e aos nossos erros, reparamos na sua real dimensão e em todas as qualidades que nos caracterizam. Evitamos ruminações, arregaçamos as mangas e comprometemo-nos em fazer melhor.

27.11.17

AS QUEIXAS DOS HOMENS NUMA RELAÇÃO [VÍDEO]

Do que é que os homens se queixam quando estão numa relação?
O que é que as mulheres (e os homens) podem fazer para que a relação dê certo?

15.11.17

OS CASAIS FELIZES TAMBÉM TRAEM


Acreditarmos que a traição é um sinal de que alguma coisa não estava bem na relação também é uma forma de nos tranquilizarmos. Afinal, manter uma relação feliz nos dias de hoje já é um desafio e tanto. Damos por nós a prestar cada vez mais atenção às necessidades da pessoa de quem gostamos mas também a desenvolver a nossa própria assertividade para garantir que construamos relações francas, baseadas na genuína vontade de sermos felizes até velhinhos. Programamos a nossa vida de maneira a que nela caibam todos os sonhos – os nossos e os da pessoa que amamos. E procuramos identificar potenciais problemas, evitando que eles se transformem em lacunas irreparáveis. Fazemos o que está ao nosso alcance para fugir às estatísticas que nos dizem que por cada dez casamentos que ocorram há 7 divórcios ou que uma percentagem assustadora de pessoas vão passar pela experiência de uma infidelidade.

Mas será que todos estes esforços nos
garantem imunidade contra a infidelidade?

Tenho dito muitas vezes que os fatores que favorecem o aparecimento de uma terceira pessoa são exatamente os mesmos que habitualmente levam um casal à rutura. Na prática, é muito mais provável que escolhamos envolver-nos numa relação extraconjugal se os nossos sentimentos e as nossas necessidades afetivas estiverem a ser ignorados pelo nosso companheiro. O que acontece na maioria das vezes é que a insatisfação conjugal não é alvo de atenção e muito menos de conversas profundas e diárias. Há pessoas que se sentem incrivelmente sós dentro do casamento mas que não param para reparar nisso. Podem passar anos até que “acordem”. Às vezes acordam porque entretanto apareceu alguém que mexeu com elas, que as fez sentir coisas que já não sentiam há muito tempo. Que as fez voltar a sentir-se vivas.

E é esta sensação que resume (quase tudo). Nem todas as pessoas que passam pelo meu gabinete depois de terem traído o companheiro me dizem que voltaram a apaixonar-se. São poucas as que equacionaram terminar o casamento para viver com a outra pessoa.



Há muitas pessoas que me pedem ajuda para salvar a relação depois de terem sido infiéis e que me garantem que se sentiam felizes até ao aparecimento de uma terceira pessoa. Não estavam à procura de nada, não tinham problemas que fossem geradores de grande aflição nem que as pudesse levar a equacionar fazer aquela escolha. E, de repente, é como se fossem apanhadas desprevenidas por sentimentos com que não contavam.

Por que o fazem?
Por que é que escolhem pisar o risco e deitar tudo a perder?
O que é que leva alguém que ama o companheiro a fazer uma escolha que sabe que o magoará como nenhuma outra?

A resposta tem menos a ver com o companheiro e tem mais a ver com aquilo que a própria pessoa já não sente há algum tempo.

A maior parte das pessoas que traíram assumem que a novidade, a intensidade emocional e sexual e a liberdade associadas à relação extraconjugal funcionou como um terremoto, capaz de abalar os próprios valores. Sim, a maior parte destas pessoas sempre defenderam a fidelidade e acreditaram que seriam sempre fieis.



O desejo intenso associado a uma nova paixão move montanhas. E, ainda que muitas pessoas não estejam à procura disso, o facto de estarem há muito tempo numa relação segura mas sem segredos, sem mistério ou novidade fez com que, sem darem por isso, passassem a sentir-se adormecidas. Seguras, felizes mas adormecidas.

Para algumas pessoas este adormecimento só se faz notar porque houve um acontecimento marcante, normalmente uma perda ou a antecipação de uma perda, que as fez questionar «É só isto que a vida tem para me dar? Ou há mais alguma coisa?». Foi assim com a Inês, que se envolveu com um colega de trabalho pouco tempo depois da morte do pai. Foi assim com o João, que traiu a mulher quando o melhor amigo adoeceu. Foi assim com o Pedro, que foi infiel depois de anos a lutar contra a infertilidade.

A maior parte das pessoas que conheço – dentro e fora do consultório – não querem sentir-se em permanente alvoroço. Quase todas as pessoas procuram uma relação estável, que as faça sentir-se “em casa”, que lhes garanta a segurança emocional e a vontade de que seja «para sempre». Mas, ao mesmo tempo, desejam sentir-se vivas, desejam que o desejo seja intenso e isso está intrinsecamente associado à novidade.


Manter uma relação à prova de traições nunca foi tão difícil como hoje. Afinal, não basta sentirmo-nos felizes e garantirmos a segurança emocional da pessoa que amamos. É preciso combinar, em doses certas, intimidade emocional e mistério, segurança e novidade, revelação mútua e curiosidade. 
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