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25.8.14

COMO EDUCAR OS FILHOS PARA O SUCESSO



Educar uma criança é, provavelmente, um dos maiores desafios que alguém pode ter de enfrentar. A vontade de se ser bom pai ou boa mãe anda quase sempre de mãos dadas com um conjunto de medos e de interrogações – “Estarei a fazer as escolhas certas?”, “Será que passo tempo suficiente com os meus filhos?”, “Estarei a ser demasiado exigente?”, “Estarei a ser demasiado permissivo(a)?”. Ninguém tem todas as respostas. De um modo geral, os pais (e mães) têm um desejo comum: querem que os seus filhos sejam felizes. Querem que sejam crianças felizes e querem que se transformem em adultos capazes de lutar pela sua felicidade. Depois há desejos mais específicos. Há quem ambicione que os filhos sejam alunos brilhantes e mais tarde profissionais de sucesso (e, já agora, muito bem remunerados). Há quem queira vê-los casados e com filhos. Há quem lute para que se transformem em adultos responsáveis e com valores.

Mas como é que tudo isto se consegue? E o que é que depende, de facto, dos pais? Afinal, toda a gente sabe que os pais não controlam tudo, que há muitos outros agentes que contribuem para a formação de uma criança. Pelo sim, pelo não, há quem se previna começando por inscrever as crianças em infantários-topo-de-gama. E há quem se mate a trabalhar para garantir que os filhos possam frequentar as melhores escolas e, mais tarde, as melhores universidades. Mas se é verdade que as crianças podem beneficiar (e muito) de um ensino que as estimule e que lhes permita desenvolver competências e concretizar sonhos, é fundamental que assumamos a realidade como ela é: o sucesso dos nossos filhos depende muito menos destes recursos e muito mais do vínculo que formos capazes de construir com eles. É verdade! A felicidade das nossas crianças e até o seu rendimento escolar (e mais tarde profissional) depende maioritariamente de algo que é grátis: a conexão com os pais. Não é a creche XPTO, as 123 atividades extracurriculares nem a poupança no banco que hão de garantir que os nossos filhos sejam adultos felizes e bem-sucedidos. É o tempo que formos capazes de lhes dedicar. É a capacidade de resposta às suas necessidades – físicas e emocionais. É a segurança emocional que resulta de se sentirem amados. É o toque – os gestos de afeto, os mimos, os beijos e os abraços. São os “Nãos” devidamente explicados.

Qualquer pai ou mãe gostaria que os seus filhos se transformassem em adultos seguros, capazes de lutar pelos seus sonhos, de reagir às adversidades, de defender os seus interesses com escrúpulos e com autoconfiança, certo? Ora, isso depende sobretudo do investimento afetivo que for feito.


O toque é fundamental para o desenvolvimento físico e emocional das crianças. As crianças que não são tocadas e que raramente brincam têm um cérebro entre 20 e 30% mais pequeno do que o normal para a sua idade.


Cada criança tem competências inatas. Se ao pais oferecerem alguns estímulos, essas competências vão desenvolver-se. Mas os “talentos” do seu filho podem não ser aqueles que você espera ou os que você mais valoriza. 

24.7.14

PORQUE É QUE OS CASAIS DISCUTEM? (SEGUNDA PARTE)


Ao meu consultório chegam todos os dias pessoas que, por um motivo ou por outro, perderam pelo menos uma parte da fé na sua relação. Cada história de vida é única mas há problemas que se repetem. Há queixas que se repetem. De tal forma que, como expliquei antes, é possível identificar as queixas mais comuns. Esta é a segunda parte da lista:

“ELE(A) NÃO FALA COMIGO”

O que é que acontece quando alguém tem a perceção de que está a dar tudo o que tem e, como recompensa, só leva “pancada”? O que é que acontece quando é precisamente a pessoa em quem apostámos todas as fichas que – de forma aparentemente descontraída – despreza os nossos apelos? Fechamo-nos. Desistimos. Calamo-nos. É verdade que o amuo não é propriamente um sinal de inteligência emocional. Mas não sendo um caminho frutífero, é o produto da sensação de insegurança, do desamparo, da acumulação de experiências negativas. O problema é que aos olhos do mais-que-tudo os comportamentos que mostram desprezo podem não ser assim tão claros. É muito frequente deparar-me com remorsos e sentimentos de culpa de quem não fazia ideia de que estava a falhar. O pedido de ajuda é muitas vezes o primeiro e importante passo para que quem “não fala” possa finalmente expor aquilo que sente e o casal volte a conectar-se.

 “EU QUERO TER MAIS UM FILHO MAS ELE(A) NÃO”

Aparentemente este é um impasse impossível de gerir. Não há negociação possível, certo? E um não pode (ou pelo menos não deve) obrigar o outro a ceder numa matéria como esta. Mas é preciso olhar para o problema de outro ângulo. É preciso conhecer o percurso daquele casal – os sonhos com que partiram para esta relação, aquilo que foram capazes de construir e, sobretudo, os laços que existem. A experiência mostra-me que quase todas as queixas estão relacionadas com a fragilidade dos laços afetivos. E se não houver uma relação coesa, marcada pela vontade genuína de fazer a pessoa que está ao nosso lado feliz e pela segurança de que essa pessoa também faz tudo em nome da nossa própria felicidade, instala-se o medo, a incerteza, a insegurança. Daí às cobranças, aos ultimatos, aos braços-de-ferro, pode ser só um pequeno passo. Porque há um que se sente inseguro e que, em função dessa insegurança, assume comportamentos mais ou menos desesperados e, de forma involuntária, afasta ainda mais o outro.

Quando se olha para trás e, sobretudo, quando ambos aprendem a comunicar de forma clara as suas necessidades afetivas, tudo se torna mais fácil. E os sonhos a dois voltam a fazer sentido.

“PARECEMOS DOIS IRMÃOS”

Ou dois amiguinhos. Esta queixa é muito mais frequentemente verbalizada pelos homens e está quase sempre associada à diminuição da satisfação sexual. Muitas vezes estamos perante pessoas que deixaram de ter relações sexuais. São casais novos, que não compreendem como é que chegaram até aqui. São quase sempre casais com filhos em idade escolar que permitiram que o tempo passasse sem que a relação continuasse a ser devidamente alimentada. E mesmo quando param para conversar sobre o problema e decidem que é tempo de voltar a namorar, esbarram numa multiplicidade de barreiras. Parece que nada funciona, parecem dois estranhos na cama. Não há chama, não há romance. Mas gostam um do outro! De um modo geral, esta é uma questão que gera aflição e que em muitos casos está na origem de conversas sobre o divórcio. Mas quando o pedido de ajuda é feito e os membros do casal têm oportunidade de olhar para a sua relação como um todo, percebem que a insatisfação sexual não é mais do que uma manifestação da fragilidade da sua ligação. Como não são robôs e a sexualidade está integrada na intimidade emocional, é preciso voltar a fortalecer outros laços para que ambos voltem a sentir-se seguros e apaixonados. Às vezes parece muito difícil e complicado mas é sobretudo uma questão de foco e perseverança.

“ELE(A) NÃO SAI DO FACEBOOK.”

Algumas pessoas optam facilmente por fugir às dificuldades voltando-se para fora, encontrando escapes que lhes permitam ignorar os problemas. Alguns saem de casa em direção ao café assim que a mulher (ou o marido) começa a resmungar, outros refugiam-se no trabalho ou vão às compras. E depois há aqueles que descobrem as maravilhas da gratificação imediata associada ao Facebook. A falta de vontade de encarar as dificuldades ou até a sensação de incapacidade de as resolver podem levar o comum dos mortais a escolher ignorar os apelos do cônjuge. Como o Facebook pode funcionar como uma boa massagem ao ego – um simples “Gosto” pode ser o suficiente para mascarar o estado emocional de uma pessoa -, percebe-se facilmente por que há tanta a gente a alienar-se do próprio casamento. Às vezes de forma gradual, às vezes de forma abrupta, o deslumbramento passa a ocupar demasiado tempo e espaço e sobra pouca disponibilidade para enfrentar as queixas da pessoa amada. Como nenhuma relação vive do ar, é só uma questão de tempo até que as queixas se transformem em ultimatos ou, pior, em anúncios de divórcio.


Nem todos os casais que apresentem queixas relacionadas com o tempo de utilização do Facebook estão à beira da rutura. Aquilo que quero dizer é que qualquer queixa é um apelo, é uma chamada de atenção. E quando nada muda, tudo pode mudar de repente.

23.7.14

PORQUE É QUE OS CASAIS DISCUTEM?


Que os casais discutem, toda a gente sabe. Que algumas dessas discussões são o reflexo de problemas sérios, também. Aquilo que a maior parte das pessoas talvez não saiba é que, para lá daquilo que torna cada história de amor num percurso único, há algumas queixas comuns à generalidade dos casais. Talvez seja fácil adivinhar os assuntos-chave que mais frequentemente podem ser geradores de tensão – sexo, dinheiro, filhos e, claro, a família alargada (sogras). Mas é possível ir mais longe: há queixas que se repetem. Há frases que são ditas quase da mesma maneira por pessoas que nunca se cruzaram e que, no meio de uma crise conjugal, até podem estar convencidas de que são as únicas no mundo a passar por aquela experiência. Que queixas são essas, comuns a tantos casais, e que me chegam diariamente ao consultório?

“ELE(A) NÃO ME COMPREENDE”

Há uma outra versão desta queixa que surge muito frequentemente na primeira consulta: “Temos problemas de comunicação”. Aquilo que, de um modo geral está por detrás destas frases é, no entanto, ligeiramente mais complexo: não é “só” uma questão de técnicas de comunicação. É, sobretudo, uma questão de ligação. Precisamos – todos – de sentir que a nossa relação está segura e que a pessoa que escolhemos tem realmente vontade de “estar lá” para nós. Precisamos de ter a certeza que é confiável. Precisamos que nos mostre diariamente que está disponível para escutar aquilo que temos para dizer. Precisamos de verificar que é capaz de passar das promessas aos atos. Quando isto não acontece, sentimos medo. E irritamo-nos. Algumas pessoas sentem-se tão dominadas por estas emoções que acabam por “metralhar” o parceiro com críticas, acusações e conversas intermináveis através das quais não conseguem passar uma mensagem clara. Em vez de transmitirem algo como “Preciso de ti”, atacam, atacam, atacam. À medida que o outro foge, instala-se o ciclo vicioso e parece que aquelas duas pessoas – que quase sempre gostam uma da outra – falam linguagens diferentes.

“ELE NÃO É UM PAI PRESENTE”

Ao longo de todos estes anos de trabalho com casais, foram muito menos as vezes em que ouvi um marido queixar-se do comportamento da mulher nestes termos. Apesar de tudo aquilo em que evoluímos enquanto sociedade, continuam a existir algumas diferenças de género a propósito dos comportamentos após o nascimento dos filhos. Algumas mulheres sentem-se verdadeiramente sós, desamparadas e, porque não dizê-lo, progressivamente desligadas dos maridos à medida que se avolumam as queixas associadas ao papel parental. Claro que é preciso olhar para as dificuldades de forma cuidada porque, muitas vezes, nem tudo é o que parece. Um marido/ pai ausente não é sempre um homem preguiçoso ou que não quer saber deste tipo de responsabilidades. Pode ser “só” alguém que desistiu de tentar, que desistiu de ser criticado, que desistiu de não ser ouvido. Pode ser alguém que durante anos tentou dizer “Preciso de ti” e não obteve resposta.

“ÀS VEZES SINTO QUE ESTOU CASADO(A) COM A MINHA SOGRA”


Para muitas pessoas a relação com os próprios pais é sagrada. Tão sagrada que, aos olhos do companheiro, é mais especial/ mais importante do que o próprio casamento. Mesmo sem querer – e sem ter realmente a consciência do que está a acontecer – algumas pessoas permitem que o medo de magoar os pais as impeça de fortalecer a sua relação amorosa. Temem que as suas escolhas, aquelas que deveriam ser tomadas a dois e que permitiriam o crescimento de uma nova família, os façam sentir-se rejeitados. E que ingratidão seria fazer alguma coisa que magoasse as pessoas que nos criaram dando-nos o seu amor incondicional! Por medo, nem sempre racional, vão andando na corda bamba, tentando agradar a gregos e a troianos, e permitindo que os laços afetivos estejam cada vez menos seguros. O que é que isso gera? Medo. Medo a quem está do outro lado e não sabe se pode contar (mesmo) com aquela pessoa. Medo de o investimento não ser aquele que deveria existir. Medo de a própria vida poder ser comandada pelas vontades da sogra. Medo de não ser assim tão importante. Medo de que o mais-que-tudo não esteja de facto “lá”.

Continua...

No próximo post:
"Ele(a) não fala comigo)", "Eu quero ter mais um filho mas ele(a) não", "parecemos dois irmãos", "Ele(a) não larga o Facebook".

14.7.14

VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA OU EMOCIONAL - VÍDEO

"Por que é que estás toda aperaltada só para ir trabalhar? Se calhar tens um amante...". "Não vales nada. Se não fosse eu, nunca terias chegado onde chegaste...". "Olha para ti... és uma gorda!".


O que é que pode ser considerado violência emocional?
Quem são as vítimas?
Qual é o perfil dos agressores?
Quais são os sinais de alerta?
O que são os períodos de lua-de-mel?
Porque é que as vítimas se sentem culpadas?
O que há a fazer?




10.7.14

POR QUE É QUE ALGUNS CASAMENTOS RESULTAM E OUTROS NÃO?


É a pergunta que vale o Euromilhões: qual é o segredo para um casamento dar certo? Há muitas formas (honestas) de responder a esta pergunta. De forma resumida, mas baseada no que diz a ciência, posso dizer, com segurança, que o sucesso de uma relação depende, sobretudo, do espírito com que as duas pessoas partem para a relação. Podemos não ter perfeita consciência disso mas alguns de nós olham para o seu relacionamento com genuína bondade e generosidade, enquanto outros encaram o dia-a-dia com doses massivas de desprezo, crítica e hostilidade.

Dito assim até parece fácil: as pessoas mais felizes no casamento estão atentas àquilo que o mais-que-tudo tem de melhor e mostram essa admiração com regularidade. As mais insatisfeitas tendem a focar-se nos erros do parceiro e assumem uma postura muito crítica. Não, não é uma questão de uns terem mais problemas, mais defeitos ou menos sorte. É uma questão de foco, de intenção.

Se o marido lava a loiça e deixa a bancada encharcada, a mulher tem uma oportunidade para fazer uma escolha que aumente a probabilidade de a relação dar certo, elogiando-o pelo trabalho efetuado... ou não. Se se centrar nas falhas, nas imperfeições, no que ficou por fazer, já não estará a fazer a sua parte no que toca a assumir uma postura propositadamente generosa. É preciso treinar esta capacidade de respeitar e valorizar os esforços do outro em detrimento de uma cultura de caça ao erro. 

Quer saber se o seu casamento está no bom caminho? Então habitue-se a fazer a contabilidade aos apelos que surgem dentro da relação. O que são apelos? São os pedidos de atenção que ambos vão fazendo - e são muitos - ao longo do dia. Quando o marido lava a loiça, fazendo a sua parte das tarefas, está a fazer um apelo. Está a apelar à bondade e capacidade de valorização da mulher. Quando a mulher faz uma pesquisa na Internet e encontra um lugar paradisíaco para as férias do casal, também está a fazer um apelo. Está à espera que o marido pare o que está a fazer e mostre o seu apreço pelo esforço. Quando ele opta por acenar com a cabeça, mostrando pouca atenção (desprezo?) e segue para o escritório porque tem "muita coisa em que pensar" naquele momento, está a ignorar o apelo. Claro que todos nós o fazemos. Ninguém está SEMPRE disponível, sempre atento, sempre capaz de dar resposta aos apelos da pessoa amada. Mas para sermos felizes no amor é preciso algum esforço. É preciso ter cuidado com estas situações em que os apelos de um vão sendo ignorados - ou, pior, desprezados - pelo outro.

Se a maior parte desses apelos ficarem sem uma resposta à altura,
A RELAÇÃO ESTÁ CONDENADA.

Sim, leu bem. As investigações provam que, ao fim de 6 anos, os casais que mostraram ser capazes de responder a 3 em cada 10 apelos do parceiro acabaram por divorciar-se. Os casais que permanecem juntos e felizes ao fim de 6 anos mostram que são capazes de responder às necessidades emocionais do parceiro 9 em cada 10 vezes.


E sabe qual é a melhor parte destas notícias: esta não é uma questão inata. Qualquer um de nós pode aprender a "ser" assim. Qualquer pessoa pode treinar esta capacidade e, assim, fazer o que está ao seu alcance para proteger a sua relação. É uma questão de ter vontade de o fazer.

A TARDE É SUA - O SEGREDO DO NOSSO CASAMENTO

Como é que alguém "consegue" estar casado há 41 anos?

Ou há 63?

Que competências é preciso ter para viver um amor feliz e duradouro?

Este é o vídeo da minha participação no programa A Tarde é Sua do dia 8 de julho, onde comentei o tema

"O segredo do nosso casamento".

2.7.14

À PROCURA DO PRÍNCIPE ENCANTADO


Já o disse aqui. Há pessoas que conseguem ser estupidamente felizes sozinhas. Não ter um marido ou um namorado não é – não tem de ser – um drama. São pessoas que, tal como a maioria de nós, acham que a vida tem mais graça quando se ama e é amado. Mas não perdem tempo com angústias nem se afundam num estado depressivo só porque ainda não encontraram “a” pessoa com quem esperam viver felizes para sempre. Tenho de admitir que esta atitude positiva não acontece sempre. Há muitas pessoas que se interrogam vezes sem conta:

“PORQUÊ EU?

Por que é que SÓ EU é que não consigo encontrar alguém especial?

Por que é que as minhas relações NUNCA dão certo?”

Afundam-se em pensamentos negativos e corroem-se com as comparações. Olham à sua volta e toda a gente lhes parece mais feliz do que elas próprias. Ignoram o óbvio: ninguém é feliz só porque tem uma namorada, uma mulher ou um casamento de longos anos. Mais: para sermos felizes no amor, é fundamental que sejamos capazes de ser felizes… sozinhos.

Cada pessoa é única e aquilo que leva a que uma pessoa tenha colecionado um vasto número de desilusões amorosas pode ser muito diferente do que está por detrás da história de vida de outra pessoa. Mas enquanto psicóloga clínica há alguns elementos em comum que sou capaz de identificar na maior parte destes casos. Muitas e muitas vezes estamos perante pessoas que buscam desesperadamente encontrar um príncipe encantado, alguém que, de forma mágica, preencha todos os vazios e transforme uma vida sem brilho numa vida de capas de revista. Esta idealização excessiva está demasiadas vezes associada a fraca autoestima, pensamentos irracionais e incapacidade de valorizar o que há de positivo na própria vida.

Para serem felizes no amor, a maior parte destas pessoas precisam de:

APRENDER A VALORIZAR-SE. A autoestima é um dos segredos para que uma relação possa dar certo. Gostarmos de nós mesmos, sermos capazes de identificar as nossas qualidades e aprendermos a lutar por aquilo de que precisamos é meio caminho para que um dia possamos fazer as escolhas certas numa relação. Quando desenvolvemos a nossa autoestima há outra coisa que salta à vista: é mais fácil sermos felizes se ao nosso lado estiver alguém que também goste de si mesmo.

APRENDER A RELATIVIZAR. Um dos problemas associados à idealização do príncipe encantado é a dificuldade em lidar com as falhas. É verdade que devemos lutar pelas nossas necessidades. É verdade que merecemos ter ao nosso lado alguém que mostre que é digno da nossa confiança e que é capaz de estar sempre “lá”. Mas não há pessoas perfeitas. Se não soubermos aceitar os defeitos da pessoa amada, jamais conseguiremos ser felizes no amor. E todas as pessoas têm defeitos. Todas.

APRENDER A ACEITAR O PRÓPRIO CORPO. A sexualidade é um capítulo incontornável em qualquer relação. As pessoas mais inseguras tendem a identificar mil e uma falhas no próprio corpo, escondendo-se tanto quanto puderem. Há sempre qualquer coisa a melhorar no corpo de cada um mas não há nada que uma alimentação equilibrada e um estilo de vida saudável (que inclua exercício físico) não resolvam. Não faz sentido ambicionar uma relação harmoniosa se a própria pessoa não estiver segura de que pode (e deve) ser vista como sensual.


APRENDER A VALORIZAR A AMIZADE. É um cliché mas é um cliché com fundamento: as pessoas que não são competentes na amizade dificilmente serão felizes no amor. Não há nada mais reconfortante do que sabermos que a pessoa com quem dormimos e que nos atrai é, além de tudo o resto, o nosso melhor amigo. Infelizmente, algumas pessoas acham que é possível ter isto tudo mesmo quando o mais-que-tudo é o único amigo. Não é. Desenvolver competências nos laços de amizade – ser capaz de ceder, ser capaz de alimentar os afetos, reconhecer a importância do apoio incondicional – é fundamental para que se possa viver um grande amor.