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7.5.14

ACHA QUE É UMA PESSOA MADURA?



É muito comum ouvir dizer que a pessoa X é uma pessoa madura só porque já não sai à noite, não joga Playstation ou não se veste como um adolescente. Claro que este tipo de comentários pressupõem muitas vezes que um adulto que faça este tipo de coisas NÃO pode ser uma pessoa madura. Como se a forma como nos divertimos ou as escolhas que fazemos e que contribuem para o bem-estar individual pudessem ser sinónimo de (i)maturidade. Eu consigo entender que um adulto que privilegie o próprio prazer em detrimento das suas responsabilidades familiares ou profissionais não seja propriamente um exemplo de maturidade ou de responsabilidade. Mas não concordo com os estereótipos que determinem que quem se diverte possa ser automaticamente alguém incapaz de atender aos seus compromissos.

Maturidade não é isso. Não pode ser avaliada a partir do que uma pessoa veste e seguramente não deve ser calculada a partir de análises superficiais. Infelizmente, tenho-me cruzado com muitos senhores que todos os dias usam fato e gravata e que trabalham em escritórios de renome mas que estão longe, muito longe, de poderem ser rotulados de maduros. E senhoras com ar sério e cargos importantes que ali, entre as paredes do meu gabinete, revelam os maiores sinais de imaturidade.

O que é
– então -
a maturidade?


É ter a capacidade de controlar as próprias emoções – em vez de agir de forma impulsiva, descontrolada. É pensar antes de agir e, assim, evitar magoar as pessoas erradas. É controlar a raiva. Em vez de se dizer sempre aquilo que se pensa. Não é fazer o que nos apetece. É resistir à tentação. É saber esperar. É ter paciência, mesmo quando aquilo por que se espera é muito importante. É ter a capacidade de continuar a lutar, com entusiasmo e perseverança, por aquilo que é realmente importante. Não é desistir à primeira contrariedade. Não é querer que a vida seja sempre cor-de-rosa. É assumir os próprios erros. Não é atribuir culpas apenas aos outros. Não é encontrar desculpas para as próprias falhas. É saber reconhecer as necessidades dos outros e colocá-las muitas vezes em primeiro lugar. É fazer o que é preciso e não o que apetece. É ter humildade. É saber pedir desculpa. É saber cumprir a palavra, valorizar o compromisso. É saber enfrentar as crises, reconhecendo a importância da mudança. E é ter a capacidade de perdoar e viver em paz com aquilo que não se pode mudar.
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