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23.10.05

“TINHAS QUE CORTAR LOGO NO SEXO?”

Embora não seja transmitida em nenhum canal de televisão nacional, a série “Everybody Loves Raymond” (Raymond e Companhia, em Português) já está disponível em DVD. Esta grande comédia dá-nos a conhecer as peripécias de um casal americano – Raymond e Debra – e os respectivos arrufos com a família dele.

Num dos episódios da primeira série, um diálogo entre o casal inspirou-me para a elaboração deste texto:

Debra – Eu tive que abdicar de muita coisa por causa do nascimento dos nossos filhos!
Raymond – Eu sei. Mas tinha que ser logo do sexo?

A brincar, a brincar, o autor leva muitos casais a identificarem-se com uma dura realidade: alterações significativas na satisfação sexual depois do nascimento das crianças. Felizmente, a maioria dos casais retoma a normalidade algum tempo depois. Infelizmente, nem todos conseguem.

Embora a generalidade dos jovens casais reconheça que o nascimento de um bebé acarreta mudanças sérias, poucos estão efectivamente preparados para o turbilhão de alterações que este acontecimento acarreta. A realidade é bastante mais dura do que aquilo que é descrito regularmente. Por exemplo, apesar de os bebés serem muito diferentes uns dos outros, os sonos entrecortados constituem uma experiência por que quase todos os jovens papás passam. Como se isto não fosse suficiente para deixar o casal com os nervos em franja, a adaptação ao novo ser acarreta outras aprendizagens e desafios – dores, birras, fraldas, papas, etc.

No meio disto tudo, onde é que fica o sexo? Haverá espaço para o desejo sexual? A experiência mostra-nos que a maior parte dos casais normaliza a sua vida sexual ao fim do primeiro ano de vida a três. Além disso, a experiência nestas andanças é quase tudo, pelo que o nascimento do segundo filho é encarado com menos ansiedade.O “segredo” passa por manter algum tempo só para o casal – sem choros, sem filmes infantis, sem fraldas nem papas… Pode parecer cliché, mas quanto mais cedo os casais interiorizam esta necessidade, mais rapidamente conseguem conciliar o papel conjugal e o papel parental. Em vez de substituírem um pelo outro…
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