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19.11.08

VERDADES E MENTIRAS DO CASAMENTO II



MUDAR O CÔNJUGE É UMA TAREFA IMPOSSÍVEL.
VERDADEIRO: O deslumbramento do início das relações dá, progressivamente, lugar à descoberta do “lado lunar” de cada um. Essa auto-revelação mútua implica que as pessoas tenham a capacidade de reconhecer que há defeitos do cônjuge com os quais têm que aprender a viver, do mesmo modo que gostariam que os seus fossem aceites. As pessoas que vivem na expectativa de conseguir moldar o companheiro de acordo com todos os seus desejos, sentem-se extremamente insatisfeitas com o casamento. De facto, essa é uma tarefa impossível.

NÃO SE PEDE DESCULPAS, EVITA-SE.
ERRADO: Grande parte das discussões conjugais é ultrapassada com um pedido de desculpas. As pessoas que, depois de “esfriarem a cabeça”, são capazes de identificar os erros cometidos e admiti-los perante o cônjuge, revelam maior inteligência emocional do que aquelas que se mantêm aprisionadas no seu próprio orgulho. Se ambos tiverem esta habilidade, a probabilidade de se perdoarem mutuamente é muito grande.

É IMPORTANTE MANTER A PRIVACIDADE EM RELAÇÃO AOS SOGROS.
VERDADEIRO: A família de origem contribui activamente para a estabilidade do casal – se a relação for de qualidade, o casal sente-se mais satisfeito e, pelo contrário, se houver conflitos, o casamento é fortemente abalado. Mas isso não implica que os pais/sogros devam interferir nas decisões ou na intimidade do casal. É importante que os cônjuges definam limites claros e equitativos à interferência das duas famílias de origem.

AS TAREFAS DOMÉSTICAS DEVEM SER DIVIDIDAS A DOIS.
VERDADEIRO: Os casais bem sucedidos fazem uma divisão equitativa dos direitos e dos deveres. O poder é, assim, dividido pelos dois, bem como as responsabilidades relativas à casa e aos cuidados prestados aos filhos. Nos casais de dupla carreira este parâmetro é ainda mais relevante, já que qualquer outro tipo de divisão implicaria uma sobrecarga de um dos cônjuges. As diferenças de género veiculadas socialmente são ultrapassáveis, desde que ambos reconheçam que, na generalidade dos casos, os homens estão em desvantagem. Por isso, é necessário esforço e tolerância.

O SEGUNDO CASAMENTO É MAIS COMPLICADO QUE O PRIMEIRO.
VERDADEIRO: De um modo geral, o início do segundo casamento envolve mais desafios do que o primeiro. Antes de mais, os cônjuges não partem do zero, o que implica a necessidade de se desvincularem da primeira experiência. Por outro lado, a existência de filhos anteriores ao casamento acarreta maior complexidade ao nível das relações, já que os membros do casal são “forçados” a desempenhar vários papéis novos.

SÓ É POSSÍVEL AMAR VERDADEIRAMENTE UMA VEZ.
ERRADO: Apesar de a maior parte da cultura literária e cinematográfica insistir em veicular esta ideia, não existe apenas uma “alma gémea” para cada pessoa. Embora ninguém se case a pensar no divórcio, esta etapa do ciclo de vida não deve ser encarada como o fim da linha, no que diz respeito ao amor. Depois de fazerem o “luto” pela relação, a maior parte das pessoas divorciadas volta a amar, atingindo novamente a estabilidade emocional.

QUEM NÃO SENTE CIÚMES, NÃO AMA.
ERRADO: Nem todos os ciúmes são patológicos ou prejudiciais à relação. No entanto, nem todas as pessoas satisfeitas com o casamento sentem ciúmes do seu cônjuge. Mais: à medida que os anos passam, os casais felizes sentem cada vez menos ciúmes. Quanto maior for a confiança entre os membros do casal, maior a estabilidade emocional e, consequentemente, menor a probabilidade de um dos cônjuges ser ciumento.

O CASAMENTO IMPLICA DEIXAR DE SAIR COM OS AMIGOS.
ERRADO: Algumas pessoas amedrontam-se com o casamento porque consideram que esse compromisso implica grandes desvantagens em termos da autonomia e das saídas com os amigos. No entanto, isso só acontece nos maus casamentos. Embora existam períodos de maior afastamento em relação à rede social – fases de maior intensidade profissional, nascimento dos filhos, etc. -, de um modo geral, os casais felizes reconhecem a importância dos encontros com os amigos e fomentam-nos. Para estas pessoas, o casamento não é motivo de isolamento. Pelo contrário, este passo implica a ampliação da rede de amigos.
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