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11.8.09

COMO INTERVIR NA PERTURBAÇÃO PÓS STRESS TRAUMÁTICO


Infelizmente, são cada vez mais frequentes os relatos de assaltos, acidentes e episódios de violência. Cada um destes incidentes é potencialmente marcante para os sobreviventes e suas famílias, pelo que não raras vezes surgem sinais que indicam a possibilidade de estarmos perante situações clínicas relevantes, como a perturbação pós stress traumático. Não é por acaso que, nas situações de catástrofe, assistimos à presença de profissionais de saúde mental entre as equipas de intervenção de emergência. Mas esta abordagem preventiva é alvo de alguma controvérsia, já que existem investigações que suportam precisamente a ideia de que é preciso esperar para ver se existem efectivamente sinais de perturbação. Mais: estudos feitos nesta área têm mostrado que a psicologização destas situações pode ter um efeito nefasto na recuperação da dor.

A verdade é que, apesar de todos estes acontecimentos serem potencialmente traumáticos, é saudável permitir que as pessoas envolvidas possam viver a sua tristeza e a sua ansiedade. Só se surgirem sinais e sintomas de uma perturbação é que se deve intervir. Claro que é importante que haja alguma monitorização, particularmente no sentido de se evitar a agudização do problema. Em caso de necessidade de ajuda clínica, a terapia cognitivo-comportamental tem-se revelado particularmente eficaz no tratamento destes pacientes.

Na prática, aquilo que acontece é que estas famílias são muitas vezes confrontadas com a possibilidade de receberem apoio psicológico, mas não existem dados que suportem a ideia de que este apoio seja efectivamente terapêutico.

Aparentemente, parece ser mais eficaz informar os sobreviventes e suas famílias acerca das diferentes alternativas ao seu dispor, podendo ser imprudente encorajá-los a pedir ajuda. Depois do evento traumático, muitas destas pessoas experimentarão, de facto, níveis elevados de aflição, mas a maior parte não chegará a necessitar da intervenção de um profissional de saúde mental.
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