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29.9.09

OS PAIS MENTEM AOS FILHOS


De um modo geral, os pais procuram educar as suas crianças com base em valores tão importantes como a honestidade e a confiança, aplicando-se activamente no sentido de reprovar (e muitas vezes) castigar todos os comportamentos dos seus filhos que impliquem mentiras. Ainda assim, e de modo não totalmente consciente, a grande maioria dos pais acaba por fazer uso de inúmeras mentiras na educação dos seus filhos, numa tentativa de condicionar o seu comportamento.



Como as crianças nem sempre se comportam da forma como os adultos gostariam, e porque nem sempre há o tempo e/ ou a disponibilidade para pensar nas consequências da mentira a médio e longo prazo, é frequente usar-se esta estratégia para pressionar a criança a ser mais obediente. É isto que acontece quando, perante uma birra do filho, que teima em não ir para a cama à hora a que é suposto, o pai diz que se a hora do deitar não for cumprida “vêm os monstros”. Ou quando a mãe explica aos filhos que se não comerem a sopa toda “ficam doentes”.



Embora existam poucas investigações sobre esta matéria, hoje sabemos que a generalidade dos pais “usa e abusa” desta estratégia no dia-a-dia, ignorando as consequências que daí possam resultar. Afinal, se queremos educar as crianças através da honestidade, esta pode não ser uma abordagem saudável.



Claro que nem todas as mentiras são desajustadas. Quando uma criança de dois ou três anos ilustra numa folha de papel a sua família, não fará muito sentido dizer-lhe que o desenho está mal feito ou que não está bonito. Mas, na generalidade das situações, valerá a pena considerar outras alternativas, tentando impor o respeito pelas regras através de explicações ajustadas à idade da criança. Afinal, a mentira pode bem gerar alguma confusão acerca do que é certo e do que é errado.

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