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28.7.10

STRESS DEPOIS DAS FÉRIAS

O Verão é, por excelência, o período do ano em que mais pessoas estão de férias. Por razões óbvias, é muito difícil manter a motivação e a concentração em dias de muito calor, pelo que a maior parte das pessoas pára pelo menos durante alguns dias entre Junho e Setembro. Alguns esgotam mesmo as suas férias anuais durante este período, aproveitando para se distanciarem do trabalho e de todas as outras fontes de stress durante aproximadamente um mês. Infelizmente, muitas pessoas parecem não tirar partido desta paragem, mostrando-se mais cansadas no fim das férias do que no início. De facto, para alguns é aparentemente difícil relaxar. O que será que corre mal?

Todos nós sabemos que as férias não são sinónimo de descanso permanente, até porque muitas vezes gastamos muita energia na preparação e na concretização das viagens, deparamo-nos com imprevistos desagradáveis, queremos ver tudo-e-mais-alguma-coisa, nem que para isso tenhamos que cumprir um horário mais rígido do que aquele que está inerente ao quotidiano profissional… Mas compete a cada um planear as respectivas férias de modo a que sobre tempo para não fazer nada. Algumas pessoas passam deliberadamente uma parte das suas férias em casa. Neste período concretizam algumas actividades de lazer pouco ou nada stressantes como visitar uma exposição ou passar uma tarde a jogar às cartas com amigos, evitando o stress associado às viagens.

Importa lembrar que nem todas as pessoas conseguem desligar-se imediatamente dos afazeres profissionais, pelo que pode não ser muito boa ideia sair do trabalho numa Sexta-feira e entrar num avião na Segunda-feira. Mesmo que no destino de férias seja possível mantermo-nos online, é provável que as expectativas do resto da família choquem com qualquer tentativa de contacto com a realidade profissional, potenciando aquilo que todos tentamos evitar: conflitos durante as férias.

Finalmente, o regresso ao trabalho implica quase sempre a confrontação com o aumento do volume de trabalho, pelo que é essencial que, independentemente da duração das férias, possamos descansar realmente o corpo e o cérebro, nem que, para isso, tenhamos que reservar alguns dias para “não fazer nada”.
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