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4.10.10

APROVEITAR A VIDA – 7 SINAIS DE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

RECONHECER QUE HÁ OPÇÕES: A vida é feita de escolhas – isso toda a gente sabe. Aquilo de que nem sempre somos capazes é de tomar consciência de que entre um estímulo e uma reacção há espaço para a ponderação, para a tomada de decisão. Quando deixamos de agir em modo piloto-automático, percebemos que, a par das respostas impulsivas que nos habituámos a adoptar, existem alternativas. Uma pessoa não tem de agarrar na garrafa de vinho ou de cerveja quando o dia corre mal – essa é só uma resposta automática, que merece ser questionada. Uma mulher não tem de se submeter à violência emocional do companheiro. Há SEMPRE opções.

CONTROLAR O MEDO: Como já disse tantas vezes, o medo pode ser protector, desde que o mantenhamos em níveis aceitáveis. É o medo de bater no carro da frente que nos faz guardar uma distância de segurança, por exemplo. Mas o medo irracional também pode manter-nos bloqueados em padrões de comportamento pouco saudáveis. Quando uma pessoa diz que tem medo de voltar a abrir o seu coração porque não quer voltar a sofrer, está a ser vítima de um medo que a paralisa, que a bloqueia. Se os bebés tivessem medo de aprender a andar por causa das quedas que dão durante essa aprendizagem, jamais viriam a andar, certo? Aproveitar a vida também passa por aprender a lidar com as imperfeições e com os obstáculos doseando o nosso medo.

ACALMAR O PRÓPRIO CORPO: Há momentos em que nos sentimos engolidos pela intensidade dos acontecimentos. Nessa altura o coração bate aceleradamente, a respiração é mais rápida, os músculos ficam tensos, como se o nosso corpo estivesse a preparar-se para lutar, fugir ou bloquear. Mas todos nós dispomos de recursos que nos permitem parar, descomprimir ou esfriar. É preciso que aprendamos a estar atentos aos sinais que o nosso corpo emite.

MELHORAR A COMUNICAÇÃO: Depois de um dia difícil, é natural que não nos sintamos capazes de interagir com serenidade e empatia com as pessoas que nos rodeiam. No trabalho é fácil criarmos a ideia de que não queremos cooperar ou de que somos arrogantes; em casa facilmente passamos a mensagem de que não cuidamos das relações afectivas, de que não nos importamos com aqueles que gostam de nós. Quando, independentemente do nosso estado emocional, aprendemos a identificar o que a outra pessoa está a sentir, aquilo de que precisa, e lhe damos retorno, construímos relações seguras e coesas.

CONTORNAR OS OBSTÁCULOS: É fácil deixarmo-nos levar pelos sucessivos eventos de vida, numa espécie de piloto-automático, sem que, a páginas tantas, saibamos exactamente por que estamos deprimidos, ansiosos ou irritáveis. Ser-se resiliente é ser capaz de identificar os diferentes estados emocionais por que passamos e mover os recursos necessários para contornar os estados de maior tristeza e abatimento. Isto evita que nos sintamos absorvidos por sucessivas espirais.

MELHORAR O AUTOCONHECIMENTO: Tudo aquilo por que passámos deixa marcas na nossa personalidade e condiciona a forma como olhamos para a actualidade. O nosso passado afectivo condiciona as relações actuais. Só quando conhecemos e aceitamos as nossas feridas emocionais, somos verdadeiramente capazes de reivindicar dos outros aquilo de que precisamos. E só assim é possível olharmos para o nosso futuro, para as nossas ambições, com serenidade e optimismo.

EMPATIZAR: Quando somos capazes de empatizar com aquilo por que os outros estão a passar, com aquilo que estão a sentir, estamos em condições de nos ligarmos, de construirmos relações afectivas íntimas. Pormo-nos na pele de outra pessoa implica tentar perceber o que ela pensa e sente e a origem desses pensamentos e emoções.

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