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19.1.11

CRIANÇAS COM AMIGOS IMAGINÁRIOS

Em teoria, quase todos os adultos reconhecem que é “normal” que uma criança tenha um amigo imaginário e até aceitam que possam existir diálogos com esse ser fictício, sem que isso indicie qualquer psicopatologia. Na prática, as coisas podem ser mais complicadas, em particular quando o NOSSO filho adopta comportamentos “estranhos” como reivindicar que ninguém se sente num determinado lugar á mesa porque aquele é o lugar do seu amiguinho imaginário ou quando a criança prefere os longos diálogos com uma almofada que trata carinhosamente por “Tita”, em vez da interacção com o papá e a mamã.

As pesquisas efectuadas nesta matéria são claras: é muito comum que as crianças, em particular entre os 2 e os 6 anos, criem amigos imaginários, que tanto podem ser invisíveis, como podem ser objectos comuns com que a criança interage como se fossem humanos. Mais: estes amiguinhos de faz-de-conta constituem uma ferramenta importante na vida das crianças, ajudando-as a lidar com o tédio, com a solidão e até com os momentos difíceis.

De um modo geral, estes amigos imaginários têm muitas características positivas mas às vezes também podem ser “maus” ou estar “tristes” – neste caso, cumprem muitas vezes a função de mostrar a tristeza ou a raiva da própria criança.

A grande vantagem destas figuras é o facto de estarem sempre disponíveis para interagir com a criança. São uma espécie de amigos sempre disponíveis para ouvir, entreter, divertir, ajudando a ultrapassar medos, lidar com emoções mais negativas ou desconfortáveis. Este é, portanto, um processo normal no desenvolvimento da criança. De resto, à medida que a criança vai crescendo, é mais provável que “oculte” o amigo imaginário, precisamente porque reconhece que “ele” não é real, ainda que o sinta como “alguém” muito especial.
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