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4.7.12

CRISES DE ANSIEDADE/ ATAQUES DE PÂNICO/ DESPERSONALIZAÇÃO



Estava, mais uma vez, no meio do trânsito. Nada de novo. De repente, surgiu um pensamento macabro – “E se eu tivesse um ataque cardíaco AGORA? Ou me sentisse mal… Como é que eu poderia sair daqui rapidamente”. Do pensamento à taquicardia foi um ápice. A ansiedade tomou, literalmente, conta de mim, tomou conta do meu corpo. A cabeça começou a andar às voltas, parecia que a minha mente estava fora do meu corpo… Eu estava ali mas ao mesmo tempo não estava! Pânico. Foi o que senti. Senti pânico. E, desde então, as crises, como lhe chamo, repetem-se, ora mais intensas, ora mais controladas.

Esta descrição parecerá estranha para a maior parte dos leitores mas soará a algo assustadoramente familiar a todas as pessoas que já passaram por crises de ansiedade/ ataques de pânico/ episódios de despersonalização (a tal sensação de não estar “lá”). O que têm em comum estas pessoas? O medo exacerbado de voltar a passar por esta experiência.

Como tenho referido, os transtornos ansiosos são limitativos, incapacitantes. Mas nenhum transtorno ansioso é tão assustador como a perturbação de pânico. Porque tudo é assustadoramente intenso. Porque as sensações físicas acarretam um medo de que o corpo não aguente e a morte às vezes parece iminente. Porque, mesmo que a pessoa seja capaz de racionalizar e interiorize que “ninguém morre de ataque de pânico”, o mal-estar teima em crescer durante cada crise e, pelo menos durante alguns dias depois do ataque, a pessoa sente-se pequenina, vulnerável. E porque o medo de voltar a “sentir-se mal” pode levar a que estas pessoas diminuam cada vez mais a sua esfera de socialização, deixando de investir em sonhos e projetos de vida.

Como ninguém merece viver a vida assim, é fundamental escancarar aquilo que alguns destes pacientes têm dificuldade em aceitar:

A perturbação de pânico pode e deve ser tratada
com a ajuda da Psicoterapia e com
medicação apropriada (antidepressiva e ansiolítica).

Não tratada, esta é uma perturbação que se torna progressivamente mais limitativa, roubando qualidade de vida, discernimento e, claro, a possibilidade de se construir laços afetivos seguros e que constituam fontes de realização.

Se sofre ou conhece alguém que sofra desta perturbação, peça ajuda!
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