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16.12.13

PERSONALIDADE FORTE


Há pessoas que se queixam por tudo e por nada e que vão “abaixo” à mínima contrariedade da vida. Cada obstáculo é uma catástrofe, cada adoecimento é sinónimo de prostração e muuuito queixume, cada desvio ao que estava planeado é dramático. Há outras que, pelo contrário, enfrentam as maiores adversidades com uma força inacreditável – doenças sérias e incapacitantes, falta de dinheiro ou um divórcio são, para essas pessoas, acontecimentos brutais, marcantes mas não deprimentes. Enfrentam-nos com a mesma garra com que celebram as vitórias. Às vezes até nos surpreendem com rasgos de humor, confortando e animando quem está à sua volta, numa aparente inversão de papéis.

Se é verdade que eu sou a maior defensora da ideia de que cada pessoa tem o direito de viver os acontecimentos à sua maneira, à medida das suas emoções, também é certo que cada um de nós tem o dever de procurar desenvolver a sua inteligência emocional e a sua resiliência. Porquê? Antes de mais, porque a vida é demasiado curta para que a desperdicemos com queixumes desproporcionais aos obstáculos que enfrentamos. Mas também porque todas as pesquisas na área da Psicologia Positiva apontam para esta ideia: somos mais felizes na medida em que soubermos dar valor a TUDO o que há de positivo na nossa vida. Sermos capazes de exercitar a gratidão com regularidade faz mais pelo nosso bem-estar do que qualquer antidepressivo.

Mas não é só uma questão de gratidão. Ter aquilo a que muitos chamam de PERSONALIDADE FORTE e que eu chamo de resiliência passa por sermos capazes de adotar alguns “truques”:

MANTER OS PÉS NA TERRA. As pessoas emocionalmente mais inteligentes não vivem em negação. Assumem as dificuldades, reconhecem os problemas e não deixam para amanhã o que tem de ser feito hoje. Saem da sua zona de conforto com frequência, testam os seus limites.

ACEITAR A INCERTEZA. A vida é feita de incertezas, pelo que o melhor é aprendermos a viver com elas. Nada está garantido. Ter uma “personalidade forte” implica ser capaz de encarar a mudança como uma oportunidade e não como um drama. Implica aceitar que um desvio ao que estava planeado é apenas isso: um desvio. Mas também implica que nos centremos naquilo que PODEMOS CONTROLAR.

GERIR AS EMOÇÕES. Quando alguém esconde as suas emoções, em vez de as assumir e de as expressar de forma ajustada, está a permitir que a insegurança e o medo tomem conta de si. A manifestação clara daquilo que sentimos ajuda-nos a manter-nos equilibrados e ligados a quem nos rodeia de forma saudável.

APRENDER COM OS ERROS. Algumas pessoas fixam-se em determinados hábitos e têm dificuldade em interromper os ciclos viciosos em que se encontram. Pelo contrário, as pessoas com “personalidade forte” aprendem rapidamente com os seus erros e adaptam-se. Aceitam que é preciso mudar para colher diferente. Nem sempre acertam à primeira. Nem à segunda. Mas estão constantemente a tentar melhorar.

USAR O HUMOR. Estas pessoas não se levam muuuuuito a sério. Usam o humor até nas situações mais debilitantes e reconhecem que esta é uma ferramenta poderosíssima, que as ajuda a ver o lado engraçado da vida e a ultrapassar as adversidades.

ASSUMIR A RESPONSABILIDADE. As pessoas mais fortes conhecem-se demasiado bem e, em função disso, não assumem o papel de vítimas quando as coisas não dão certo. São as primeiras a admitir que cometeram erros, pedem desculpa e não veem nessa atitude qualquer sinal de fraqueza. Assumem a responsabilidade pelas escolhas que fizeram e enfrentam as consequências em vez de tentarem culpar outras pessoas.


ACEITAR AQUILO QUE NÃO SE PODE MUDAR. É essencial aprender a distinguir aquilo que podemos controlar (e no qual devemos investir) daquilo que não controlamos (e com o qual não devemos perder tempo). “Mais vale acender uma vela do que queixarmo-nos da escuridão”.
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