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6.5.14

RIR (A DOIS) É O MELHOR REMÉDIO


Não tenho dúvidas: o humor é uma ferramenta poderosíssima para qualquer relação. Particularmente para uma relação amorosa. Mas desengane-se se acha que estou a referir-me à capacidade de contar piadas enquanto característica de personalidade essencial ao sucesso de uma relação. Não, você não tem de ser o humorista de serviço em nome do seu casamento. Nem faz sentido que se esforce por ser engraçado só para conquistar alguém. Quando me refiro ao humor refiro-me sobretudo à capacidade de rir e descomprimir – a dois – mesmo nos momentos mais improváveis. Porventura até nos momentos de maior tensão. Mais do que ser “palhaço”, esta competência implica que você esteja disponível para olhar para o lado mais divertido de cada momento, unindo-se ao seu mais-que-tudo através de uma gargalhada. O futuro da sua relação pode depender dessa escolha.

Não, a ideia não é estar permanentemente a tentar fazer piadas a propósito de assuntos sérios. Se o seu cônjuge se sentir vulnerável e pedir a sua atenção, talvez não seja boa ideia brincar com a situação, desvalorizando os seus sentimentos. Se ele/a se queixar a propósito do seu comportamento, tão-pouco será inteligente responder com sarcasmo e esperar ser bem-sucedido. Ah! E nem pense em ridicularizar as falhas do seu cônjuge! As piadas de mau gosto estão mais para veneno do que para remédio em qualquer relação.

Usar o humor implica rir COM a pessoa amada.
Não rir DA pessoa amada.


Imagine que você está a tentar resolver um problema na canalização lá de casa. É tarde, você está cansado e a última coisa que lhe apetece é estar encaixado debaixo do lava-loiças a realizar uma tarefa que está longe de fazer parte das suas competências. A sua mulher está ao seu lado e vai dando indicações – daquelas que o fazem sentir que está ao lado da patroa e não propriamente da amante. As frases que você ouve parecem ordens – “Mais para a direita”, “não faças assim”, “Experimenta desta forma”. Até que você volta a enganar-se e a água espalha-se num jato que o deixa encharcado. Eu aposto que a sua mulher – qual espetadora deste circo será capaz de soltar uma gargalhada estridente. Este é o momento do tudo ou nada. Você tem o poder rir de si próprio, alinhar na brincadeira e tentar “vingar-se” molhando-a também. Ainda que logo de seguida tenham – ambos – uma cozinha por limpar, aquelas gargalhadas saber-lhes-ão pela vida. Porque são essas gargalhadas que lhes permitem escapar de uma explosão de nervos. Porque é dessas gargalhadas que se vão lembrar quando, anos mais tarde, alguém falar em problemas na canalização. Porque rir a dois é o melhor antídoto para os momentos de tensão.
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