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10.7.14

POR QUE É QUE ALGUNS CASAMENTOS RESULTAM E OUTROS NÃO?


É a pergunta que vale o Euromilhões: qual é o segredo para um casamento dar certo? Há muitas formas (honestas) de responder a esta pergunta. De forma resumida, mas baseada no que diz a ciência, posso dizer, com segurança, que o sucesso de uma relação depende, sobretudo, do espírito com que as duas pessoas partem para a relação. Podemos não ter perfeita consciência disso mas alguns de nós olham para o seu relacionamento com genuína bondade e generosidade, enquanto outros encaram o dia-a-dia com doses massivas de desprezo, crítica e hostilidade.

Dito assim até parece fácil: as pessoas mais felizes no casamento estão atentas àquilo que o mais-que-tudo tem de melhor e mostram essa admiração com regularidade. As mais insatisfeitas tendem a focar-se nos erros do parceiro e assumem uma postura muito crítica. Não, não é uma questão de uns terem mais problemas, mais defeitos ou menos sorte. É uma questão de foco, de intenção.

Se o marido lava a loiça e deixa a bancada encharcada, a mulher tem uma oportunidade para fazer uma escolha que aumente a probabilidade de a relação dar certo, elogiando-o pelo trabalho efetuado... ou não. Se se centrar nas falhas, nas imperfeições, no que ficou por fazer, já não estará a fazer a sua parte no que toca a assumir uma postura propositadamente generosa. É preciso treinar esta capacidade de respeitar e valorizar os esforços do outro em detrimento de uma cultura de caça ao erro. 

Quer saber se o seu casamento está no bom caminho? Então habitue-se a fazer a contabilidade aos apelos que surgem dentro da relação. O que são apelos? São os pedidos de atenção que ambos vão fazendo - e são muitos - ao longo do dia. Quando o marido lava a loiça, fazendo a sua parte das tarefas, está a fazer um apelo. Está a apelar à bondade e capacidade de valorização da mulher. Quando a mulher faz uma pesquisa na Internet e encontra um lugar paradisíaco para as férias do casal, também está a fazer um apelo. Está à espera que o marido pare o que está a fazer e mostre o seu apreço pelo esforço. Quando ele opta por acenar com a cabeça, mostrando pouca atenção (desprezo?) e segue para o escritório porque tem "muita coisa em que pensar" naquele momento, está a ignorar o apelo. Claro que todos nós o fazemos. Ninguém está SEMPRE disponível, sempre atento, sempre capaz de dar resposta aos apelos da pessoa amada. Mas para sermos felizes no amor é preciso algum esforço. É preciso ter cuidado com estas situações em que os apelos de um vão sendo ignorados - ou, pior, desprezados - pelo outro.

Se a maior parte desses apelos ficarem sem uma resposta à altura,
A RELAÇÃO ESTÁ CONDENADA.

Sim, leu bem. As investigações provam que, ao fim de 6 anos, os casais que mostraram ser capazes de responder a 3 em cada 10 apelos do parceiro acabaram por divorciar-se. Os casais que permanecem juntos e felizes ao fim de 6 anos mostram que são capazes de responder às necessidades emocionais do parceiro 9 em cada 10 vezes.


E sabe qual é a melhor parte destas notícias: esta não é uma questão inata. Qualquer um de nós pode aprender a "ser" assim. Qualquer pessoa pode treinar esta capacidade e, assim, fazer o que está ao seu alcance para proteger a sua relação. É uma questão de ter vontade de o fazer.
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