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8.4.15

10 SINAIS DE QUE VOCÊ PODE ESTAR A SER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA EMOCIONAL


Quase toda a gente sabe até onde é que a violência emocional pode ir. Sobretudo, na medida em que – mais cedo ou mais tarde – haja violência física. Mas nem todas as pessoas são capazes de reconhecer os primeiros sinais. Nem todas as vítimas são capazes de entender em tempo real a dimensão de alguns comportamentos. Sabem que há “coisas” de que não gostam mas vão fechando os olhos, vão desculpando, vão dizendo a si mesmas que “é normal”. E vão sucumbindo a relações cada vez mais tóxicas e destrutivas. Aprender a reconhecer os sinais de violência emocional é essencial para que cada pessoa possa avaliar a sua própria relação e, assim, fazer escolhas saudáveis.

    1. HISTORIAL DE AGRESSIVIDADE E VIOLÊNCIA.
Você sabe que a pessoa de quem gosta já foi violenta com outras pessoas – ou porque ele(a) lhe contou, ou porque houve outras pessoas que lhe disseram. Mas ele(a) é tão carinhoso(a) consigo que essas histórias parecem descabidas e você acaba por ignorar este sinal de alarme. Diz a si mesmo(a) que isso é coisa do passado, que só aconteceu num determinado contexto e não acredita que possa acontecer consigo.

2. RELATÓRIOS DIÁRIOS.
No princípio você acha graça ao facto de ele(a) lhe contar TUDO o que fez durante o tempo em que não esteve consigo. E acaba por fazer o mesmo – conta cada detalhe, relata cada diálogo mantido com outras pessoas, descreve todas as horas do seu dia em pormenor. E sente que a vossa relação é pautada pela honestidade e pela segurança. Mas progressivamente há uma escalada e, a páginas tantas, você percebe que tem a OBRIGAÇÃO de contar tudo. Se não o fizer, há amuos e exercícios de manipulação - “Tu não confias em mim”, “Estás a esconder alguma coisa”, “Sabes que eu fico inseguro(a) e não queres saber”.

3. DEPENDÊNCIA EXCESSIVA.
A pessoa de quem gosta mostra-se carente, vulnerável e está sistematicamente a precisar do seu apoio. Parece uma vítima (dos pais, do chefe, do mundo em geral) que precisa MUITO do seu colo. Tanto que você se sente na obrigação de passar horas a ouvi-la. Presencialmente ou ao telefone. E se você precisar de fazer outras tarefas ou de desligar o telefone? Lá vem a manipulação – “Tu não gostas de mim”, “Não queres saber como eu me sinto”, “Estás a ser egoísta”. A verdade é que esta pessoa não pode ser contrariada.

4. TOMA DECISÕES SEM O(A) CONSULTAR.
No princípio são coisas aparentemente sem importância. Você tinha combinado ir jantar a casa dos seus pais e a pessoa de quem gosta informa que já comprou bilhetes para o cinema porque se “esqueceu” do outro compromisso. Na prática, você acaba por estar SEMPRE a fazer os programas e as atividades definidos pela outra pessoa. Aquilo que você sente ou precisa não é valorizado.

5. APONTA DEFEITOS EM TODAS AS DIREÇÕES.
Mostra-se seguro, carinhoso e confortável consigo mas assume-se sistematicamente desconfortável na presença de pessoas de quem você gosta.


E diz-lhe que a única pessoa que lhe interessa é você. Este “amor que nunca mais acaba” não é mais do que uma tentativa (infelizmente muitas vezes bem-sucedida) de o(a) afastar das pessoas que gostam de si (e que podem ajudar a identificar os sinais de violência emocional).

6. INVADE A SUA PRIVACIDADE.
Faz-lhe a surpresa de aparecer no seu local de trabalho e você acha que aquele é um gesto romântico. Mas entretanto começa a aparecer de surpresa noutros locais (no centro comercial para ter a certeza de que você está com quem disse que iria estar, por exemplo). Telefona-lhe à hora de almoço e pergunta-lhe onde é que você está, com quem está e a que horas voltará para o trabalho. Mexe no seu telemóvel, nas suas contas de e-mail e redes sociais.

7. PRESSÃO SEXUAL.
No princípio você sente-se desejada. Ele chega a casa, você está a dormir e ele acorda-a para fazer amor.


E quando você cede, dá início à escalada. Já não importa aquilo que você sente. O importante é provar que está inocente. Então, se ele quiser que haja sexo de manhã, é de manhã. Se ele achar que uma vez por dia não é suficiente, você volta a mostrar-se disponível.

8. DESCONTROLA-SE E A CULPA É SUA (OU DOS OUTROS).
Há um dia em que lhe “salta a tampa” e é extremamente agressivo consigo. Depois pede-lhe desculpa, oferece-lhe presentes e promete-lhe o mundo. No meio desta lua-de-mel, não é capaz de assumir plenamente a sua responsabilidade. Pelo contrário, é capaz de dizer que só se descontrolou porque você fez alguma coisa errada. E é assim em tudo: na condução, são SEMPRE os outros que têm culpa, no trabalho também. Ele(a) é uma vítima (e não vai mudar).

 9. PEDE-LHE SEGREDO.
Um agressor emocional esforça-se por manter a imagem de cordeirinho. Publicamente é simpático com toda a gente. Quando erra de forma grosseira, minimiza os seus erros e explica-lhe que “isso” diz respeito à vossa intimidade. Afinal, ninguém precisa de saber dos maus tratos de que você tem sido vítima. Essas são coisas “normais” de casal.

10. NÃO PODE VIVER SEM SI.
Quando os erros se acumulam e você começa a dar-se conta de algo estranho, vêm os períodos de lua-de-mel. Nesta altura, não basta prometer-lhe este mundo e o outro. O agressor emocional enfatizará o seu mal-estar, dir-lhe-á que não consegue viver sem si e pode até ameaçar suicidar-se se a relação terminar. O objetivo é sempre o mesmo: fazer com que você se sinta culpado(a).
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