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11.10.17

6 PASSOS PARA TENTAR UMA REAPROXIMAÇÃO DEPOIS DE UMA DISCUSSÃO


As discussões fazem parte da esmagadora maioria das relações e nem sequer são um sinal de alarme. São, sobretudo, um sinal de que aquelas duas pessoas se estão a expor, que se estão a revelar em pleno. Como nem sempre há concordância e, sobretudo, porque às vezes as necessidades e as expectativas de um colidem com as necessidades e as expectativas do outro, as discussões acontecem e é muitas vezes depois disso que cada um tem oportunidade de refletir e de fazer escolhas em nome da relação.

Há períodos na vida de um casal em que a probabilidade de existirem discussões sérias e frequentes aumenta: depois do nascimento do primeiro filho, numa situação de desemprego ou dificuldades financeiras, quando há muita pressão em contexto profissional ou numa situação de doença, por exemplo. Na prática, sempre que os membros do casal são confrontados com novos papéis, novas necessidades e o tempo para namorar escasseia, é mais provável que surja algum afastamento emocional.



A páginas tantas, pode surgir a sensação de que «já não vale a pena» ou de que ele(a) «não compreende» ou «não quer saber». Antes de atirar a toalha ao chão é importante fazer alguns esforços e tentar uma reaproximação:

#1: SEJA CONDESCENDENTE.

Como está a sua vida? Por que mudanças passou nos últimos tempos? Se você e/ou o seu amor enfrentaram ou estão a enfrentar mudanças importantes, vale a pena parar para valorizar na medida certa o impacto desses acontecimentos. É natural que um e o outro não tenham a mesma disponibilidade, a mesma capacidade para mostrar o afeto ou até a mesma paciência. Reconhecer que alguns erros também possam ter sido cometidos devido ao stress por que passaram ajudá-los-á a olhar para as dificuldades com maior compaixão.

#2: LEMBRE-SE DO SEU PROPÓSITO.

Que sonhos tinha quando iniciou esta relação? Que projetos foram pensados a dois? Quais as características do seu companheiro que mais o atraíram? Responder de forma honesta a estas questões ajudá-lo-á a prestar atenção ao essencial.



Reparar (de novo) nessas características trar-lhe-á energia e motivação.

#3: IDENTIFIQUE OS SEUS ERROS
(COM HONESTIDADE). 

Que erros cometeu nos últimos tempos? Quais foram os apelos do seu companheiro que ficaram por atender? Que necessidades terão sido ignoradas ou desprezadas por si? Que limites ultrapassou? Ser capaz de reparar nos seus próprios erros NÃO é chamar a si todas as culpas e dizer «tens sempre razão». É fazer a sua parte, é interessar-se genuinamente pelo sofrimento da pessoa que ama e é dizer «Eu quero cuidar de nós». É legítimo que também se sinta magoado e que precise que o seu companheiro também faça este exercício.

#4: SEJA CURIOSO.

Do que é que o seu companheiro se queixa (mesmo)? Do que é que precisa? O que é que ele(a) espera de si? De uma maneira geral, as discussões são apenas a camada superficial dos problemas. Quando nos sentimos aflitos, é mais provável que gritemos por ajuda de forma atabalhoada. Se à aflição se juntar o cansaço, a pressão ou a falta de horas de sono, é ainda mais fácil queixarmo-nos da forma errada e atacarmos em vez de apelarmos. Procure assumir uma atitude de curiosidade gentil, como é usual fazermos com as crianças. Por outras palavras, tente ver além da birra.

#5: MOSTRE O SEU AMOR.

Que gestos tem vontade de fazer quando estão de costas voltadas? Que gestos o(a) acalmariam? Nem sempre é fácil fazer uma carícia, dar um beijo ou um abraço depois de uma discussão. Por um lado, há o medo – legítimo – de receber um “chega para lá” e, por outro, há o medo de que os gestos de afeto sejam interpretados como «está tudo bem» e as suas queixas sejam desvalorizadas. Mas os gestos de afeto são a forma mais poderosa de nos ligarmos às pessoas de quem gostamos.



Não é fácil. É preciso manter o foco no essencial e impedir que o orgulho tome conta de nós. Quando nos habituamos a fazê-lo, percebemos que é uma ferramenta poderosíssima.


#6: PEÇA AJUDA.

A sua relação (ainda) é importante para si? Os seus esforços têm sido infrutíferos? Não deixe que as dificuldades tomem conta da relação e peça ajuda especializada. Os membros do casal nem sempre estão em sintonia a propósito desta resposta. É normal. Procure reconhecer o mal-estar de cada um e lembre-se de que não faz sentido prolongar o sofrimento quando há profissionais especializados nesta área que podem ajudar.
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