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4.1.18

8 SINAIS DE QUE UMA RELAÇÃO ESTÁ À BEIRA DO FIM


Não é fácil terminar uma relação, especialmente quando há filhos. A pressão familiar («Nunca houve um divórcio nesta família.»), o medo de ficar sozinho e os sentimentos de culpa podem atrasar a decisão e há muitos casos em que os “sinais de perigo” estão todos lá mas os membros do casal não conseguem reconhecê-los e um dia é tarde demais. 

Nem todas as relações terminam debaixo de discussões acesas. De resto, não é a fúria que nos afasta das pessoas que amamos. É o desinteresse. Uma pessoa pode mostrar contínuo desinteresse em relação às necessidades afetivas do companheiro e nem dar por isso. Quais são- então – os sinais de alarme a que temos mesmo de prestar atenção?

1 - JÁ NÃO HÁ SEXO

É a intimidade física que distingue uma relação amorosa das outras relações afetivas e a diminuição significativa ou inexistência de relações sexuais é um sinal claro de que alguma coisa não está a correr bem. É claro que há alturas de maior proximidade e alturas de maior afastamento. O nascimento de um filho, situações de doença, desemprego ou outros acidentes de percurso podem implicar que haja mais cansaço e menor disponibilidade para os afetos. Se houver diálogo e os membros do casal se sentirem emocionalmente próximos, essas são fases ultrapassáveis.

A inexistência de gestos claros de afeto (beijos, abraços) é normalmente indicadora de um problema sério.

2 - JÁ NÃO HÁ DIÁLOGO

Quando acontece alguma coisa importante – quer seja um problema no trabalho ou uma conquista pessoal – é ao nosso companheiro que queremos contar. Isto é o que acontece num casamento feliz. Se este papel passou a ser desempenhado sobretudo por pessoas exteriores à relação, isso pode querer dizer que pelo menos um dos membros do casal não se sente ouvido, amparado. É claramente um sinal de alarme. O facto de existirem conversas banais sobre as responsabilidades partilhadas ou afazeres domésticos pode levar a que algumas pessoas ignorem a dimensão do problema.

3 - A DISTÂNCIA (FÍSICA E EMOCIONAL)
CRESCE DE DIA PARA DIA



Quase todos os casais passam por pequenas crises, períodos de afastamento e desamparo. Essas situações são difíceis de gerir mas também são oportunidades de crescimento a dois. Quando há diálogo e genuína vontade de ir ao encontro das necessidades afetivas da pessoa que amamos, o mais provável é que estas crises sejam oportunidades para estreitar ainda mais a relação. Mas se a sensação de mal-estar já dura há muito tempo, é fundamental considerar a hipótese de recorrer à ajuda especializada. Alguns casais procuram ajuda 6 ou 7 anos depois de os problemas aparecerem e muitas vezes é tarde demais porque há um que já fez o divórcio emocional.

4 - UM DOS MEMBROS DO CASAL FANTASIA
COM UMA VIDA SEM O COMPANHEIRO

Se der por si a imaginar-se FELIZ num cenário futuro sem o seu companheiro, isso é um sinal claro de que alguma coisa não está bem (e precisa de ser resolvida rapidamente). Estas fantasias fazem parte do processo de desvinculação emocional durante o qual muitas vezes a pessoa tenta convencer-se de que os problemas conjugais já não a afetam assim tanto.

5 - JÁ NÃO HÁ DISCUSSÕES

Quando um dos membros do casal desiste de discutir isso pode querer dizer que, aos seus olhos, já não vale a pena lutar. Os conflitos que ficam por resolver vão criando mágoa, ressentimento, desamparo e desligação emocional. Virarmo-nos para as necessidades afetivas da pessoa que amamos nem sempre é fácil. As discussões geram tensão mas mostram que ainda há ligação.

6 - HÁ “VENENOS” NA COMUNICAÇÃO

Uma das conclusões a que a ciência chegou é que é possível identificar comportamentos específicos na comunicação de um casal que mostrem que a relação está a caminhar para o fim. John Gottman chamou-lhes os 4 cavaleiros do apocalipse porque qualquer um destes comportamentos têm poder para destruir uma relação:

- Postura hipercrítica. Todos criticamos, todos nos queixamos. Mas há uma diferença significativa entre os casais que se queixam mas que se respeitam e valorizam mutuamente e aqueles que estão FREQUENTEMENTE a atacar, culpar e fazer generalizações do tipo «É sempre a mesma coisa» ou «Nunca fazes nada certo».

- Postura defensiva.



As pessoas que raramente ou nunca pedem desculpa e que respondem às críticas do companheiro com frases do tipo «Então e tu?» ou «Só fiz isso porque tu…», acabam por criar no outro a sensação de desinteresse.

- Desprezo. Há poucas coisas tão destruidoras para uma relação como a certeza de que a pessoa que amamos despreza as nossas necessidades. Revirar os olhos quando o companheiro se queixa é um sinal inequívoco de desprezo. Virar costas também. A sensação de rejeição que estes hábitos provocam pode ser irreparável.

- Amuo. Quase todas as pessoas amuam pontualmente. Isso acontece quando se sentem magoadas ou rejeitadas. Amuar com frequência e com a intenção de impedir que os assuntos sejam conversados é mais uma forma de desligação emocional.

7 - HÁ (OU ESTÁ PRESTES A HAVER)
UMA INFIDELIDADE EMOCIONAL

Se um dos membros do casal não se sentir feliz, é fácil sentir-se cada vez mais próximo emocionalmente de outras pessoas. Daí a que uma pessoa em particular passe a roubar a sua atenção e constituir uma prioridade, pode ser um pequeno passo. E as redes sociais vieram acelerar o processo. De repente, há alguém que faz “likes” todos os dias e que nos dá a possibilidade de nos sentirmos valorizados como há muito tempo não acontecia.

8 - OS FINS-DE-SEMANA JÁ NÃO SÃO
SINÓNIMO DE DIVERSÃO A DOIS

Se a simples ideia de um fim-de-semana bem passado já não inclui um programa romântico e/ou na maior parte do tempo livre cada um acaba por divertir-se à sua maneira (por exemplo, um fica a ver televisão e o outro a jogar computador), isso deve ser visto como um sinal de alarme. Uma relação amorosa é muito mais do que uma relação de companheirismo. Ainda que todos os deveres e responsabilidades familiares “funcionem”, é preciso que os membros do casal continuem a conseguir divertir-se juntos para que continuem a sentir-se ligados.

Quase todas as dificuldades conjugais podem ser resolvidas. Muitas vezes, a inexistência de conversas francas acerca do que cada um sente cria a sensação de desamparo e a crença de que já não há solução. Mas quando os assuntos são abordados de forma clara e cada um revela a extensão do seu sofrimento, é mais provável que ambos se preocupem e façam aquilo que está ao seu alcance para salvar a relação.
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