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26.1.06

INFIDELIDADE ATRÁS DE INFIDELIDADE

Quando se conheceram ela ainda estava casada. Mantiveram uma relação extraconjugal durante um período significativo – até a situação ser identificada pelo marido traído. A revelação proporcionou-lhes a oportunidade de assumirem a relação. Contudo, algum tempo depois, a infidelidade voltou a bater-lhes à porta. O “ex-amante”, agora marido, fora traído. Identificou os “sinais”, apesar de a mulher negar até ao fim a existência de uma terceira pessoa. Pela segunda vez, o processo de negação só foi interrompido aquando do flagrante.

Quando me questionam acerca da infidelidade, começo por referir que existem muitos “tipos” de infidelidade. Isto é, existe uma multiplicidade de dificuldades potencialmente subjacentes ao aparecimento de uma relação extraconjugal.

Se olharmos à nossa volta, apercebemo-nos de que os exemplos são, de facto, muito diversificados: há pessoas que decidem terminar o casamento logo no início da relação extraconjugal, há pessoas que mantêm um relacionamento deste tipo ao longo de vários anos, há pessoas que coleccionam casos amorosos… A diversidade é imensa.

A situação que descrevi atrás é real e constitui um exemplo de infidelidade associada à incapacidade de construir uma relação íntima. É como se estas pessoas não fossem capazes de se expor perante o cônjuge – não mostram as suas vulnerabilidades, não se dão verdadeiramente a conhecer, ainda que possam ter conflitos frequentes.

De alguma forma estas pessoas parecem querer mostrar que não precisam do cônjuge e a relação extraconjugal vem reforçar esse papel.

Nestes casos, é comum que os dois membros do casal se envolvam em relações extraconjugais. Sentem-se quase sempre incompreendidos e buscam de forma sistemática alguém que lhes dê o devido valor. Daí que se envolvam facilmente com pessoas próximas (amigos ou colegas de trabalho).
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