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1.7.14

SOLIDÃO NO CASAMENTO


Pode parecer estranho mas há por aí muita gente "bem casada" que se sente absolutamente só. Insistem em continuar casadas com quem não lhes presta atenção nem dá o mimo que merecem sobretudo por comodismo. Não é que não desejem mudar. Desejam mas não sabem como. E têm medo. Medo de se queixarem "a sério". Medo de exporem aquilo que sentem. Medo de que o outro se vá embora. Como se o mais-que-tudo pudesse estar feliz ou satisfeito numa relação assim. Não, ninguém é verdadeiramente feliz numa relação onde não haja intimidade. E não, não falo (só) de sexo. Também falo disso, até porque o sexo melhora, e muito, quando a intimidade emocional aumenta.

E o que é isso de intimidade emocional? É olhar para a cara-metade e ter a certeza de que aquela é a pessoa que é capaz de o amparar em todos os momentos. É sentir-se seguro a propósito do que ela é capaz nos momentos em que você se sente mais frágil. É ter a certeza de que tem ao seu lado alguém que se preocupa - de verdade - com o que você sente e age mostrando-lhe que está "lá". Está sempre lá.


Quando nada disto acontece e pelo menos uma das partes é capaz de reconhecer que se sente só, mais vale queixar-se. É preferível criar um momento de tensão, assumir que há problemas e, a partir daí, reconstruir alguma coisa do que assobiar para o lado e fingir que está tudo bem. É que quando alguém finge, corre riscos sérios. O risco de acordar um dia ao lado de um estranho. Ou o risco de ser surpreendido por uma infidelidade. E eu tenho visto tantos casos assim...
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