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19.2.15

5 DICAS PARA SER MELHOR PAI OU MÃE (COACHING PARENTAL)


Quando nasce o primeiro filho, nascem os maiores medos: Será que vou estar à altura? Será que vou ser bom pai/ boa mãe? E á medida que o tempo passa e os desafios vão aumentando as perguntas multiplicam-se: Será que estou a fazer a escolha certa? Será que estou a transmitir-lhe as regras mais importantes? Será que estou realmente a ajudá-lo a transformar-se num adulto feliz e responsável? Hoje partilho algumas dicas que podem ajudá-lo a ser (mesmo)  o melhor pai ou a melhor mãe do mundo:

1. EVITE CONVERSAS SÉRIAS PREVIAMENTE MARCADAS.

Está a ver aquela história do “Precisamos de conversar…”? Pois… A ideia do sermão pode ser muito bem-intencionada mas está carregadinha de armadilhas. O objetivo desta dica é evitar a crítica excessiva, os rótulos. Procure fugir daquilo que possa impedi-lo de prestar atenção ao que o seu filho está a sentir. É preferível ter estas conversas partindo de uma situação específica. É a partir de episódios concretos que você deve tentar transmitir os valores que considera essenciais.

2. DEIXE-OS ESCOLHER.

Fale sobre as alternativas e esteja atento à vontade/ aos desejos da criança. Mais importante do que apontar-lhe os melhores caminhos é ajudá-lo a perceber as consequências associadas às SUAS escolhas. Procure assumir compromissos com o seu filho e dê espaço para que ele falhe. Só assim criará espaço para que seja ele a fazer escolhas positivas e ver a própria autoestima crescer com isso.

Exemplo: “Tens teste de matemática esta semana, como planeias fazer? Achas mesmo que consegues estudar apenas na véspera?”.

3. PRESTE ATENÇÃO AOS DESEJOS DO SEU FILHO.

Ouça com carinho e empatia. Aceite todos os seus sonhos, mesmo aqueles que lhe parecem ridículos ou impossíveis. Lembre-se que todos os desejos e todas as emoções são legítimos. Mas nem todos os comportamentos o são.

4. LEIA PARA/ COM OS SEUS FILHOS.

Esta é uma excelente oportunidade para explorar o vocabulário, para falar sobre emoções (dos personagens e não só) e para ajudar o seu filho a falar sobre aquilo que sente. Ajude-o a encontrar palavras para exprimir emoções difíceis como a tristeza ou a raiva.

Exemplo: “Nesta história o menino ficou sem o seu bem mais precioso, como achas que ele se sentiu?”.

Os livros e os filmes são ótimos pontos de partida para que possa conversar sobre assuntos difíceis como a perda, o luto, o desgosto amoroso ou a sexualidade. Os livros têm a vantagem de a leitura poder ser interrompida para conversar mas os filmes tendem a ser mais apelativos para os adolescentes.

5. NÃO TENTE IMPOR A SUA VONTADE NA RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS DOS SEUS FILHOS.

Essa é a forma mais rápida de afastá-los de si! É legítimo que procure usar aquilo que aprendeu com a idade e tente que o seu filho siga os seus conselhos. Mas quando ele lhe pede ajuda para resolver um problema, precisa, sobretudo, que você seja capaz de prestar muita atenção e de mostrar que compreende o que ele está a sentir.


Exemplo: "Fala-me sobre isso. Explica-me como é que te sentes." tem de vir antes de "Se fosse eu, fazia assim...".
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