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23.3.15

7 (MAUS) HÁBITOS QUE DESTROEM UMA RELAÇÃO


Todos os casais têm problemas – TODOS! Até os casais mais felizes têm momentos de desencontro e desconexão. Momentos em que lhes “salta a tampa” e em que perguntam a si mesmos “O que é que eu estou a fazer nesta relação?”. Depois a neura passa, há um que faz uma tentativa de aproximação e o amor fala mais alto que o arrufo. Mas há relações que vão dando sinais de perigo a que é importante prestar a devida atenção.

O que é que pode matar o amor? O que é que leva a que um casal se encaminhe progressivamente para a rutura? Será que é a monotonia? As rotinas? A ausência de inovação? E o que é que cada pessoa pode fazer para evitar que a sua história de amor tenha um fim?

Uma relação amorosa saudável implica que haja conexão. E isso significa que há hábitos de que devemos fugir:

DEIXAR ASSUNTOS POR DISCUTIR.

No princípio é normal que evitemos alguns assuntos para evitar que haja conflitos. Estamos apaixonados e a última coisa que queremos é discutir com a pessoa que amamos. Mas se quisermos que uma paixão se transforme no amor da nossa vida, não há como evitar as discussões. Quando uma pessoa deixa de dizer aquilo que pensa ou sente, começa a anular-se aos poucos. Deixa de contar com o companheiro. Desiste todos os dias um bocadinho. E quando dá por si, já não tem uma relação íntima e coesa.

MENTIR.

Algumas pessoas convencem-se de que as mentiras “pequeninas” são inofensivas. Num dia optam por gastar dinheiro num produto e dizem que receberam um presente. No outro vão tomar café com um antigo colega de faculdade e dizem que estiveram numa reunião. Ou então limitam-se a omitir.



QUERER AGRADAR SEMPRE.

É legítimo que queiramos ser carinhosos para a pessoa que amamos. E é saudável que façamos cedências para ver aquela pessoa feliz. Mas não é saudável que usemos máscaras para parecermos aquilo que efetivamente não somos. Querer parecer “cool”, moderno, intelectualmente interessante ou outra coisa qualquer aos olhos da pessoa amada não deve implicar que alguém deixe de assumir aquilo que realmente sente. Quem escolhe inventar uma personagem com medo de não ser aceite não chega a construir uma relação sólida.

SER INFLEXÍVEL.

Há pessoas que acham que ter “muita personalidade” é fazer aquilo de que se gosta e não fazer cedências. Mas nenhuma relação de compromisso pode durar muito tempo se os membros do casal não se deixarem influenciar mutuamente. Isso significa que, para que ambos “ganhem”, muitas vezes, cada um tem de “perder”. Significa que o amor também é feito de “fretes”, sacrifícios, escolhas que são feitas com o objetivo de fazer o cônjuge feliz.

CRITICAR EXCESSIVAMENTE.

Há muitas formas de se dizer aquilo que se sente – umas mais saudáveis do que outras. E há um limite para o número de queixas ou acusações que uma pessoa é capaz de ouvir da boca da pessoa amada.



PASSAR POUCO TEMPO A DOIS.

Uma relação precisa de ser alimentada. Mesmo quando há um que está desempregado. Ou quando há filhos pequenos. Ou quando ambos têm outros compromissos e responsabilidades. Não há volta a dar. Se não houver afeto, se não houver tempo para namorar (e sim, isso também significa tempo para a intimidade sexual), se não houver tempo para prestar atenção ao que o outro sente, a relação entra num caminho de risco elevado. Porque é muito mais provável que, de um dia para o outro, surja alguém – no trabalho, no supermercado ou noutro lado qualquer – que preste atenção, que se mostre disponível, que valorize e que esteja “lá”.

IDEALIZAR EXCESSIVAMENTE.


A pessoa que está ao nosso lado não é perfeita. Nunca vai ser. Isso significa que, mais cedo ou mais tarde, vai magoar-nos. Vai cometer erros sérios. Vai deixar-nos desamparados. É preciso perdoar e valorizar as coisas boas. O amor da nossa vida não é uma personagem saída de uma comédia romântica e isso tem um lado muito positivo: também estamos autorizados a falhar. As pessoas que esperam que o companheiro seja praticamente perfeito arriscam-se a não aceitar a pessoa amada tal como ela é. Arriscam-se a querer mudá-la à medida das suas necessidades. E ninguém quer estar numa relação sem ser aceite tal como é.
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