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5.3.18

5 PASSOS PARA AUMENTAR A AUTOESTIMA


Não é novidade para ninguém que a autoestima de cada pessoa começa a ser construída na infância. Quando nos sentimos amados pelos que nos rodeiam, quando os nossos sentimentos são reconhecidos e valorizados e quando somos incentivados a fazer as escolhas que nos tragam paz e felicidade, é (mais) provável que nos transformemos em pessoas seguras e com uma imagem positiva de nós mesmos. Estarmos bem connosco ajuda-nos a construir relações mais felizes e a rodear-nos de pessoas que nos façam bem.

Mas nem todas as pessoas têm infâncias marcadas por experiências positivas. Episódios traumáticos como a separação prolongada do pai ou da mãe, a negligência afetiva ou alguns comportamentos abusivos podem deixar marcas muito significativas na autoestima de uma pessoa, comprometendo também a capacidade de construir relações geradoras de bem-estar. Quanto mais inseguros nos sentirmos, maior será a probabilidade de nos rodearmos de pessoas tóxicas, de fazermos escolhas que não correspondam às nossas necessidades e de enveredarmos em círculos viciosos desgastantes e nos quais sentimos que temos pouco ou nenhum controlo.

Uma infância difícil não tem de ser uma condenação e há sempre esforços que cada um de nós pode fazer para melhorar a própria autoestima e, assim, ser mais feliz. Nem sempre é um processo fácil e muito menos rápido mas é seguramente o maior investimento que podemos fazer para termos uma vida mais plena. 

1. PRESTAR ATENÇÃO


Achamos quase sempre que nos conhecemos muito bem e que sabemos de cor os nossos defeitos e as nossas qualidades. Mas a verdade é que o olhar que temos sobre nós mesmos é muito condicionado pelos pensamentos que fomos interiorizando a propósito das relações mais próximas. Se alguém nos disser continuamente que somos isto ou aquilo, o mais provável é que nos habituemos a olhar para nós próprios dessa forma, sem qualquer forma de questionamento.

Uma das ferramentas que proponho com frequência em contexto clínico é um exercício de mindfulness: parar diariamente durante alguns minutos para meditar.

O objetivo é parar, de propósito, para prestar atenção ao que surge a cada momento e sem juízos de valor.



Há várias aplicações disponíveis com exercícios de meditação em modo mindfulness. Costumo recomendar esta.

2. TOMAR CONTA DAS EMOÇÕES


Quando crescemos rodeados de adultos que não são capazes de compreender aquilo que sentimos e muito menos dar a devida importância a esses sentimentos, torna-se mais difícil desenvolver a capacidade de gerir as emoções. Isso faz com que tantas vezes façamos escolhas que não traduzam o respeito por nós próprios ou que em alguns momentos não consigamos evitar que algumas emoções nos dominem.

Se a raiva, o medo ou a culpa tomarem conta de nós, o mais provável é que façamos escolhas mais impulsivas, mais disparatadas e mais descontroladas.



Parar diariamente para escrever sobre o que sentimos, numa espécie de autoauscultação, é um exercício que dá trabalho mas que nos ajuda a organizar pensamentos e sentimentos e a dar importância às nossas necessidades. Costumo dizer que cada um de nós tem o direito de sentir tudo mas isso não nos dá o direito de fazer tudo. Eu tenho o direito de sentir raiva num determinado momento mas isso não me dá o direito de fazer o que me apetecer, desrespeitando a liberdade de outra pessoa, por exemplo.

Parar para fazer um diário sobre as nossas emoções mais significativas pode ajudar-nos a reconhecer as alternativas de comportamento mais ajustadas.

3. PARAR DE FAZER COMPARAÇÕES


Aceitarmo-nos exatamente como somos e sermos capazes de abandonar hábitos que não contribuam para a nossa paz depende da capacidade de competirmos apenas connosco próprios. Numa altura em que quase todos temos contas de Facebook e Instagram e somos confrontados com a partilha sistemática de momentos de aparente felicidade, é muito fácil sentirmo-nos diminuídos a propósito de exercícios de comparação de que nem sempre temos consciência.



O corpo de outra pessoa não é igual ao seu e está tudo bem. As lutas e as vulnerabilidades de outra pessoa são diferentes das suas e está tudo bem. Procure travar qualquer exercício de comparação e foque a sua energia naquilo que quer mudar. Faça-o por si, para se sentir melhor. Compita consigo mesmo.

4. VALORIZE-SE


Pode parecer um cliché mas a verdade é que todas as pessoas têm qualidade e defeitos. Uma pessoa pode ser virtuosa na cozinha e ser uma nulidade para a música. Ou pode ser uma nulidade nas duas matérias e ser um poço de sensibilidade. Identifique com clareza e honestidade as suas características mais positivas e aquelas que vale a pena tentar melhorar. Preste atenção à opinião de pessoas que sejam boas para si – repare no que elas dizem sobre si porque é provável que tenham razão.

Todas as pessoas falham e nesses momentos é provável que olhem para si mesmas de forma mais pessimista. Se está a atravessar um período particularmente triste, seja tolerante consigo porque o mais provável é que esteja a olhar para si próprio de forma muito mais negativa.



Faça exercício físico. Alimente-se de forma equilibrada. Trate de si – do seu corpo – todos os dias.

5. FAÇA BEM AOS OUTROS


É muito curiosa esta correlação entre o nosso bem-estar e o bem que escolhemos fazer aos outros. Há muitos estudos que mostram que as pessoas mais felizes são mais descentradas de si mesmas, mais altruístas, mais interessadas em promover o bem-estar de quem está à sua volta. Sermos capazes de prestar genuinamente atenção às dificuldades de outras pessoas, interessarmo-nos pelas suas lutas – mesmo que sejam muito diferentes das nossas, contribui para o nosso bem-estar.

Já reparou que um simples «Bom dia», acompanhado de genuína demonstração de interesse em relação ao que se passa à nossa volta é um poderoso aproximador? Experimente olhar à sua volta e interrogue-se sobre os gestos simples que possam contribuir para a felicidade e o amparo das pessoas que o(a) rodeiam. Ouça-as com atenção, faça perguntas com genuíno interesse e dê o melhor de si.
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