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9.4.12

DIFICULDADES PARA ENGRAVIDAR



Ainda que haja cada vez mais formas de família, e ainda que o divórcio seja cada vez mais uma ameaça às relações duradouras, a maior parte dos casais continua a desejar ter filhos, mesmo aqueles que têm filhos de relações anteriores. E se é verdade que a maior parte das pessoas adia esse projeto em nome da estabilidade profissional e financeira, também é certo que, a partir do momento em que o casal decide tentar, é muito fácil cair na armadilha dos comportamentos obsessivos. À medida que isso acontece, é a relação conjugal que passa a estar em perigo.

De acordo com um estudo realizado há pouco tempo nos EU, 42% das mulheres que engravidaram assumiram que se tornaram obsessivas em relação ao assunto assim que começaram a tentar. Curiosamente, só em 10% dos casos é que os homens se preocuparam na mesma medida.

Todos os anos há milhões de casais em todo o mundo com dificuldade em engravidar. E em aproximadamente 50% dos casos a infertilidade é atribuída ao homem (maioritariamente devido a baixa contagem de esperma). No entanto, são as mulheres que, à medida que o tempo passa, dão passos mais ou menos estruturados (em muitos casos de forma muito atabalhoada) para apressar a gravidez – mudando de hábitos alimentares, ingerindo suplementos que teoricamente favorecem a ovulação, investindo em testes de ovulação, etc.

Como continua a haver muitos homens que – explícita ou implicitamente – se mostram indisponíveis para efetuar exames que permitam o despiste de infertilidade masculina, a pressão recai maioritariamente sobre a mulher. À medida que os níveis de ansiedade crescem, crescem naturalmente os medos, as crenças irracionais e, claro, a probabilidade de se fazer disparates.

O estudo evidencia outras conclusões importantes:

❤ 44% das pessoas que estão a tentar engravidar preocupam-se com a possibilidade de não conseguirem por terem adiado a maternidade por muito tempo.

❤ 59% admite que não contará a familiares e amigos que está a tentar engravidar (com medo de não conseguir).

❤ 49% das mulheres que demoraram a conseguir engravidar assume que o parceiro não estava disponível para fazer uma contagem de esperma.

O estudo mostra também, de forma clara, os frutos do isolamento a que estes casais se sujeitam, evidenciando o peso dos medos irracionais:

Antes da gravidez
90% acreditava que receberia apoio do parceiro.
Depois do parto
76% recebeu esse apoio.
Antes da gravidez
80% acreditava que a relação ficaria mais forte
Depois do parto
64% assume que a relação ficou mais forte.
Antes da gravidez
74% achava que o parceiro sabia como dar apoio.
Depois do parto
61% confirma que o parceiro sabia como dar apoio.
Antes da gravidez
92% achava que o parceiro ficaria entusiasmado com o facto de serem pais.
Depois do parto
80% confirma o entusiasmo.
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